Manuel Alegre: são precisos "homens de grande estatura" e "soluções de esquerda" para combater a crise
Avisando que é "membro do PS", Alegre não rejeitou os apelos à convergência do Bloco de Esquerda, desde que abranjam outras correntes de esquerda.
Alegre realçou o esforço de "convergência à esquerda" do BE, cuja convenção nacional decorre este fim-de-semana em Lisboa, e do seu líder, Francisco Louçã, com vista a "quebrar um tabu muito grande, que é do incomunicabilidade" entre as diversas correntes de esquerda.· Na sua opinião, "à esquerda não há inimigos políticos", mas antes "adversários" que devem "debater ideias"
"Estamos hoje perante a crise mais grave" desde a II Guerra Mundial, disse Manuel Alegre aos jornalistas, em Coimbra.
O deputado do PS frisou que se verifica agora, ao nível global, a "falência ideológica do modelo neoliberal", 20 anos depois da queda do Muro de Berlim, que simbolizou, por sua vez, a desagregação da União Soviética e da maioria dos países aliados.
Neste quadro, "à escala nacional e europeia, é preciso reinventar soluções de esquerda".
Manuel Alegre falava esta tarde em Coimbra, à margem de uma reunião do Conselho de Fundadores do Movimento Intervenção e Cidadania (MIC), órgão a que preside
“ (...) De facto, as sucessivas intervenções do ministro da propaganda do PS caracterizam-se pelo dogmatismo, pela política da verdade única e pela incapacidade de compreender que um partido político moderno é mais de que a arregimentação de militantes passivos, que por seguidismo, necessidade ou medo deixaram de ter ideias e vontade próprias."
"Há de facto medo no PS e na sociedade portuguesa, pelos mais variados motivos. Têm medo os empresários, de que não lhes sejam permitidos os apoios, ou os financiamentos dados a outros; têm medo os funcionários públicos, relativamente aos chefes de nomeação política; têm medo os professores, da avaliação e do ministério, avaliação necessária mas imposta; e têm medo muitos militantes socialistas de perderem os seus lugares, ou o acesso aos benefícios pessoais que retiram da actividade política. Lugares e benefícios que há muito deixaram de ser decididos pela razão do mérito e que agora são o resultado da fidelidade ao chefe."
“ (...) O PS, como partido político da liberdade e do debate político e das novas ideias para Portugal, já não existe e o que há são sedes sem vida, militantes que olham a competição e a concorrência com medo, a quem permanentemente é incutida a ideia de que divergir e criticar é traição ao PS e bênção para os adversários políticos. "Quem se mete com o PS leva", fez escola no PS."
-- PÚBLICO, 7.02.2009
Pois este Henrique Neto é o tal Empresário Socialista, só para não haver enganos!!!!
Sobre a alegada entrega dos objectivos individuais pelos sindicalistas da FENPROF
Face à notícia posta a circular (dia 5, quinta-feira), com propósitos que todos os professores compreenderão, de que os sindicalistas da FENPROF teriam feito a entrega dos objectivos individuais de avaliação, o Secretariado Nacional da FENPROF, reunido em Lisboa, esclarece:
Do conjunto de mais de 1.000 dirigentes dos Sindicatos que integram a FENPROF é praticamente nulo o número dos que entregaram esses objectivos;
Significativo é que o número de professores que, por todo o país, não entregou os objectivos individuais é, de facto, muito elevado. Em distritos como Guarda ou Vila Real, dos poucos em que os prazos já terminaram na grande maioria das escolas, cerca de 80% dos professores decidiu não entregar os objectivos individuais;
Relativamente aos raros dirigentes que, eventualmente, tenham entregado os objectivos individuais, a FENPROF considera que deverão demitir-se do cargo que ocupam;
A FENPROF denuncia, ainda, que foram levantadas suspeitas sobre dirigentes seus que, efectivamente não entregaram os objectivos individuais.
Para a FENPROF, contudo, notícia é que, apesar das pressões ilegítimas e das mentiras que se abateram sobre os professores, tivessem sido verdadeira excepção os dirigentes que entregaram objectivos individuais e ascendam a dezenas de milhar os professores e educadores que o não fizeram, confirmando a completa descredibilização de um processo de avaliação que há muito saiu da normalidade
.
Todavia, neste clima de vale-tudo, compreende-se que para o jornal Diário de Notícias, os dois últimos títulos sobre avaliação tenham sido " Os professores jáaceitam a avaliação" (3.2.2009) e "Sindicalistas da FENPROF entre os primeiros a avançar com a avaliação" (5.2.2009).
Por fim, a FENPROF apela, aos professores das escolas cujo prazo ainda não se esgotou, que reforcem a luta não entregando os objectivos individuais. Neste processo, os Sindicatos da FENPROF apoiarão todos os professores que, por não terem feito entrega dos objectivos individuais, possam ser importunados.
Começo por copiar para aqui um breve trecho do blogue do JP Videira Os Dias do Fim
".....fenómeno generalizado mas não maioritário. do universo dos colegas que entregaram os O.I., fazem parte professores das mais diversas proveniências. não há sindicato, não há movimento, não há sector, região ou escola que possa garantir que ninguém entregou. se houver, grite-o bem alto. urge fazê-lo. donde se infere que será pouco prudente alguém reclamar para si a inexpugnabilidade de um grupo de professsores nesta acção. será pouco adequado culpabilizar os sindicatos por quem o fez. quem o fez está em todo o lado. mas, felizmente, não é a maioria....."
E o meu comentário ao Post:
Esta "conversa da treta" que dirigentes entregaram os OIs já a ouvi em contextos idêndicos nos momentos de luta.
Poderiamos chamar o "Xanax" dos cobardes!
Arranjam um boato destes para desculparem a si próprios a sua intolerável cobardia, assim dormem quem nem um pote de químicos. E quanto ao outros, até parece que os estou a ouvir: - Ah pois entreguei! Até os Dirigentes dos Sindicatos(???) entregam, é porque é para entregar, eles a mim não me enganam, somos cobaias, ...etc....
O Tuga xico esperto que na nossa classe também há!
Quando vou a uma Escola mobilizar para uma acção de Luta e encontro um colega que me começa a pôr defeitos no Nosso Sindicato, eu respondo logo: Ok, já sei que não vais fazer greve, mas não desmanches no produto!
E ainda acrescento. Não conheço ninguém no meu Sindicato, por essa dos Sindicatos é uma figura retórica da irresponsabilidados se o fizessem pediriam a demissão do cargo. Para isso temos Suplentes.
É importante tentar perceber que as verdades de cada um mudam radicalmente consoante o contexto.
PS: Atenção! Mártires é que são impensáveis! A Joanna D´Arc já morreu há muito anos.
No dia 19 de Maio de 2009 os sócios do SPGL irão votar para os seus Órgãos de Direcção para o Triénio 2009 – 2012.
Esta é a Lista que eu apoio e sou preponente.
Este Blogue foi elaborado para que seja dada a voz a todos e abrir o diálogo.
Apoio esta lista, tanto pelos valores que a caracteriza como pelas pessoas que a compõem.
Dar dignidade à classe, defender a escola pública e fortalecer o SPGL são o nosso compromisso comum, que será criteriosamente realizado por um colectivo feito de autonomias individuais mas todos empenhados nesta mesma tarefa.
Esta diversidade de ideias facilita o exercício constante do diálogo e da democracia. Reforça um Sindicato plural, onde todos os Educadores e Professores se revejam.
O prazo para a entrega dos OI terminou na 6ª feira (30 Janeiro): nenhum professor o fez. É isso, ninguém entregou os objectivos individuais. O clima de escola está óptimo (se descontarmos o facto de se congelar nas salas de aula e de vivermos num país com Freeports e coisas do género…). Não porque sejamos melhores que todos os outros, nem tão pouco mais unidos ou corajosos. Apenas porque fizemos um pacto: em nome da tranquilidade que precisamos para levar até ao fim, da melhor maneira e a pensar nos alunos, este ano lectivo, ninguém sairá (mais) prejudicado disto. Se e quando tiver que ser, eu própria, no estrito cumprimento dos meus deveres, definirei os objectivos individuais para cada um dos professores e procederei à sua avaliação. Não haverá notificações de incumprimento da entrega dos OI, nem a assumpção de consequências na carreira, nem listas de professores «prevaricadores» na DREL. Eu tenho o dever de avaliar os professores, os professores têm o dever de entregar a sua auto-avaliação: é isto que a lei dita, é isto que será cumprido. Parece-me bastante simples (simplex à parte, bem entendido).
Rita Sammer
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Presidente do Conselho Executivo [Esc. Secundária Madeira Torres]
Governo diz que "maioria" dos professores entregou objectivos e sindicatos garantem que "milhares" não o fizeram
A entrega dos objectivos individuais é uma das primeiras etapas do processo de avaliação de desempenho dos professores, tendo a larga maioria das escolas estabelecido como prazo para a concretização deste procedimento o final do mês de Janeiro.
"Ainda não temos números rigorosos, mas posso dizer que temos a indicação de que na maioria das escolas a maioria dos professores entregou os objectivos individuais. O padrão de normalidade neste momento é terem entregue", afirmou o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, em declarações à Lusa, acrescentando que o Governo deverá ter dados "concretos" no final de Fevereiro.
Valter Lemos reconheceu que a situação varia de escola para escola, existindo estabelecimentos de ensino em que todos os professores efectuaram a entrega e outros em que nem todos o fizeram.
"Dezenas de milhares" não entregaram
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, revelou à Lusa que só na sexta-feira a organização sindical deverá ter números mais rigorosos para apresentar, deixando, no entanto, uma estimativa.
"São algumas dezenas de milhares os professores que não entregaram os objectivos individuais. Onde há mais isolamento de docentes houve maior cedência à pressão que foi exercida. Por outro lado, também os contratados se sentiram pressionados a entregar devido ao tipo de vínculo laboral", disse Mário Nogueira, sublinhando que o Governo tem agora "um problema político" para resolver.
A mesma opinião é partilhada por Lucinda Manuela, dirigente da Federação Nacional dos Professores: "Há um grupo significativo de professores que já entregou, sobretudo os contratados".
"Julgo que é maior a percentagem dos que entregaram do que a dos que não entregaram", ressalva a sindicalista.
Já o secretário-geral da Federação Nacional do Ensino e Investigação (FENEI) estima que o número de professores que entregaram os objectivos individuais é igual ao dos que não o fizeram.
"Dos que entregaram, a maioria são contratados, provavelmente com receio de não verem os seus contratos renovados", afirmou à Lusa Carlos Chagas.
No caso dos professores que não entreguem os seus objectivos individuais, os presidentes dos conselhos executivos podem substituí-los nessa função. Se não o fizerem aqueles docentes não são avaliados, pelo que o tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira não é contabilizado.
“Quem não se ocupa de política já tomou a decisão política de servir o partido dominante.”
Machado de Assis
“Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução.”
Entrevista publicada nas «Informations Ouvrières» (França) a Isabel Pires (dirigente sindical SPGL
Ler a entrevista nas Informations Ouvrières
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LIBERDADE DE EXPRESSÂO
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
Homens de barba rija que enfrentam sem temor os mares revoltosos, viviam ao lado das rendas de bilros feitos por mãos femininas com agulhas de barbela com berloques pendurando a teia de fios que davam ensejo à fértil imaginação feminina. Mancebos de honrosos berloques atreviam-se, debatiam-se contra forças indomáveis, mostrando a massa de que eram feitos os seus berloques.
Actualmente neste país vivemos numa era de importação de modelos de acção, o debate de ideias e ideológico está fora de moda como se fosse “coisa” para saudosistas.
O novo paradigma conceptual da nova sociedade tecnológica, do saber que é saber fazer, está aviltado pelos mais desirmanados políticos e intelectuais com voz na nossa praça.
Foram-se à vida as Redes de diálogo, trocas e a inquietude de lavrar o terreno das ideias. As Teias de solidariedade, dos fios apertados das rendas, transformaram-se na ambição e no descartável do consumo também dos valores e no medo de existir em conjunto.
A catarse de ser casta de superior valor por se ser político conferindo direitos divinizados, ainda está por fazer. Temos uma classe política, na sua maioria, mal-educada, pouco cidadã, irresponsável, imatura, sem ideias e sem berloques.