sábado, 17 de Janeiro de 2009

AJE COMO SE FOSSE O PRIMEIRO DIA DO RESTO DA TUA VIDA

MUDAR O RUMO DA NOSSA VIDA DEPENDE DE NÓS

NÃO PRECISAMOS DE MESES MAIORES; PRECISAMOS DE CHEGAR TODOS AO TOPO DA CARREIRA

AVISA A MALTA

Quando Volta a Serenidade às Escolas?



Sol, 17 de Janeiro


Mais comentários em


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QUANDO A CABEÇA NÃO TEM JUÍZO O CORPO É QUE PAGA

O MELHOR É PREVENIR


MÚSICAS OUVIR E PENSAR

MARINHA GRANDE, 18 de JANEIRO DE 1934 E A HISTÓRIA DO SINDICALISMO







  • Marinha é concelho desde 1917 e em 16 de Fevereiro o Governador Civil de Leiria nomeou a Comissão Instaladora, composta por:


  • José dos Santos Barosa (Presidente),
  • José Simplício de Sousa Virgolino,
  • Joaquim Matias Sobrinho,
  • Ilídio Duarte de Carvalho
  • Joaquim Gouveia Pedrosa (vogais).


  • No dia 26 de Março de 1917, iniciaram-se os festejos comemorativos da restauração do concelho, com a vinda de altas individualidades distritais e do Governo Central.
  • Esta Comissão designou os membros do novo Senado e da nova Câmara, indicando os respectivos Presidentes que foram empossados em 8 de Outubro de 1917.
  • Senado Municipal - António Matias.
  • Câmara Municipal - José Simplício S. Virgolino.





18 de Janeiro de 1934


  • O fascismo instalou-se na Itália, com Mussolini e, internacionalmente, na Alemanha de Hitler, em 1933.
  • Em Portugal, o fascismo chegou em Julho de 1932, quando Salazar tomou conta da chefia do Governo.
  • Em 31 de Dezembro de 1933, Salazar proibiu os sindicatos livres. Esta foi apenas mais uma das acções de repressão e de violação das liberdades individuais do povo Português. Mas a exploração, o desemprego e a coacção sobre as massas operárias era tão evidente e tão anormal que, naturalmente, provocou a revolta dos trabalhadores.
  • No dia 18 de Janeiro de 1934, o levantamento operário fez tremer Salazar.
  • De 17 para 18 e durante todo o dia 18 de Janeiro, aconteceram no país cortes de linhas telegráficas, descarrilamento de comboios, explosões, assaltos a postos policiais, etc.


  • Contudo foi na Marinha Grande que o movimento operário teve mais expressão graças à maior coesão dos trabalhadores. Estes dominaram a povoação e submeteram a força local da GNR. De madrugada, grupos de acção, cada um de cinco operários, concentraram-se fora da localidade e convergiram depois para os pontos estratégicos: na Quinta do Banco interromperam a via-férrea; no Cruto do Valeirão cortaram árvores para obstruírem as estradas; cortaram as linhas telefónicas; um grupo desloca-se a Leiria para ajudar no corte de linhas eléctricas entre Leiria, Batalha e Pombal; os últimos grupos ocuparam o posto da GNR e o edifício dos Correios.

  • A população veio para a rua e solidarizou-se com o movimento.
  • Contudo, rapidamente, as forças militares da Infantaria 7, Artilharia nº 4, a e a PIDE atacaram e puseram fim ao movimento.
  • Passados 75 anos, a jornada heróica do proletariado vidreiro da Marinha Grande em 18 de Janeiro de 1934 permanece como um marco importante na abnegada e combativa luta dos trabalhadores portugueses pela liberdade, contra a exploração, por uma vida mais digna e uma sociedade mais justa.


  • O 18 de Janeiro jornada de luta contra a fascização dos sindicatos e pela defesa da livre organização dos trabalhadores; contra a ofensiva patronal e do Estado salazarista contra os salários, o horário de trabalho de 8 horas; contra a repressão e em defesa das liberdades cívicas e políticas tinha a determiná-lo a compreensão do que o fascismo representava para os trabalhadores: privação de todas as liberdades, perseguições, prisões, torturas, assassinatos, intensificação da exploração, desemprego e miséria.
  • A resposta de Salazar foi a decisão de criar o Campo de Concentração do Tarrafal com o objectivo de aterrorizar o povo português e poder assassinar, longe do país e das famílias, os presos considerados mais perigosos.
  • António Guerra, dirigiu a brigada de assalto ao Posto dos C.T.T. na Marinha Grande. Foi condenado a 20 anos de desterro. Esteve preso em Angra do Heroísmo e no Forte de Peniche. Morreu no Campo de Concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, em 28 de Dezembro1948.


  • Vanguarda na luta contra a fascização dos sindicatos, a Marinha Grande continuou a sê-lo durante a longa noite da ditadura.
  • A Casa-Museu 18 de Janeiro de 1934, inaugurada a 18 de Janeiro de 2008, situa-se no Largo 18 de Janeiro de 1934, no lugar de Casal Galego, Marinha Grande.

  • Amanhã dia 18 de Janeiro de 2009 vou estar na Marinha Grande num almoço comemorativo deste dia memorável.

Maria Isabel Pedrosa Branco Pires, nascida na Marinha Grande, neta de:
António Matias Carvalho Gallo Pedrosa e Maria Deolinda Guerra Pedrosa

VAMOS PROJECTAR O FUTURO COM AS NOSSAS MÃOS




GREVE NACIONAL A 19 JANEIRO



Se eu pudesse falar contigo e dizer-te como é importate que faças esta Greve. Como ela te ajuda a vencer os medos. Como ela faz de nós seres importantes e nos mostramos importantes aos olhos de todos.

Começámos a incomodar e o poder a perceber que não faz de nós objectos, simples recursos de um mundo que não quero.

Se ao menos também tu quiseres fazer parte de um novo SER PROFESSOR. Em que não nos esmagam todos os dias nos normativos, nos discursos dos nossos governantes, nas reuniões partidárias de auto-elogio, nos debates de surdos no nosso parlamento.

Se ao menos quiseres combater “esta mentira quotidiana”.

A GREVE é, sim, um acto político. E o que o não é? E é ao escrevê-lo que marcamos a história e construímos o futuro.

Espero encontrar-te segunda feira, ao lado de tantos que, como eu, não se resignarão.


Lisboa: 15:00 horas 5 Outubro em frentre ao ME

Outras Cidades: em frente aos Governos Civis.


QUANTOS SEREMOS?



Não sei quantos seremos

mas que importa?!

Um só que fosse

e já valia a pena

Aqui no mundo

alguém que se condena

A não ser conivente

Na farsa do presente

Não podemos mudar a hora da chegada

Nem talvez a mais certa

A da partida.

Mas podemos fazer a descoberta

Do que presta

E não presta

Nesta vida.

E o que não presta é isto

esta mentira

Quotidiana.

Esta comédia desumana

E triste

Que cobre de soturna maldição

A própria indignação

Que lhe resiste.





Miguel Torga, Câmara Ardente





GREVE 19 JANEIRO TESTEMUNHOS




VAMOS TODOS JUNTOS LUTAR CONTRA ESTAS POLÍTICAS.

sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

resposta à questão colocada na aplicação de perguntas e respostas sobre a avaliação de desempenho da DGRHE

De: meducacao@min-edu.pt









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Quais as consequências legais e/ou de carácter administrativo da não entrega de objectivos individuais por parte dos docentes? (Questão colocada por escrito por 20 professores)




QUEM NÃO SE SENTE....

Greve, Segall, 1956


  • "admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública" (Maria

de Lurdes Rodrigues, Junho/2006)

  • "vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos"

(Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008)

  • "caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre

se poderiam recrutar novos no Brasil" (Jorge Pedreira, Novembro/2008)

  • "quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de

leite!" (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008)

  • "[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete

(depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em

grupo!" (Margarida Moreira - DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008)

Depois disto... quem não fizer greve no dia 19 é porque já está morto.



GREVE CONHEÇA OS SEUS DIREITOS E EXERÇA-OS!


CONHEÇA OS SEUS DIREITOS E EXERÇA-OS!

A eventual recolha de dados por via da Internet, com acesso a formulário electrónico, por parte do ME, pelos respectivos serviços (escolas no nosso caso), não pode implicar, nem permitir a identificação das pessoas que aderem às Greves convocadas.
  • Aliás, se tal for solicitado pelo Ministério da Educação tratar-se-á de uma medida claramente inconstitucional e ilegal.
  • Outro aspecto é o que diz respeito ao cálculo da adesão à Greve.
  • Para esse efeito, só podem ser considerados, o universo dos professores com serviço distribuído naquele dia e até à hora da recolha dos dados, bem como o número de docentes em greve.

  • Por isso:
  • a) Só podem ser considerados para o universo dos professores aqueles que tiverem entrado ao serviço até à hora da recolha de informação;
  • b) Os professores que tenham serviço naquele dia, mas só entrem ao serviço depois das 11.30 horas (horário da primeira recolha) ou depois das 16.00 horas, não podem ser contabilizados naqueles dois momentos;
  • c) A consideração de docentes sem serviço distribuído para efeitos de cálculo da adesão às Greves, é ilegal e deverá ser considerado como um instrumento de manipulação dos dados, sujeito, como é óbvio, a procedimento judicial.
  • O direito à Greve está consagrado na Constituição da República Portuguesa (Artigo 57.º) e traduz-se numa garantia, competindo ao trabalhador a definição do âmbito de interesses a defender através do recurso à Greve.
  • Mais se acrescenta na Constituição da República: a lei não pode limitar este direito! Por vezes, procurando condicionar o direito à Greve, alguns serviços e/ou dirigentes da administração educativa informam incorrectamente os educadores e professores sobre os procedimentos a adoptar em dia de Greve.
Para que não restem dúvidas sobre a forma de aderir à Greve e as suas consequências, respondemos a algumas das perguntas que mais frequentemente surgem:
  • 1. Os professores têm de pedir autorização ou comunicar previamente a sua adesão à Greve?
- NÃO! Como é óbvio, a adesão à Greve não carece de autorização nem de comunicação prévia. Esta comunicação é feita pelos Sindicatos que, nos termos da Lei, entregam no Ministério da Educação e noutros que têm sob sua tutela, um Pré-Aviso de Greve.
  • 2. Tem de se ser sindicalizado para poder aderir à Greve?
- NÃO! De facto, só as organizações sindicais têm capacidade para convocar uma Greve, porém, fazendo-o, o Pré-Aviso entregue às entidades patronais abrange todos os profissionais independentemente de serem ou não sindicalizados.
  • 3. Um professor pode aderir à Greve no próprio dia?
  • - SIM! Pode mesmo acontecer que o docente já esteja no local de trabalho ou até tenha iniciado a actividade e, em qualquer momento, decida aderir à Greve.
  • 4. O professor tem de estar no local de trabalho durante o período de Greve?
- NÃO! No dia de Greve o professor não tem de se deslocar à escola embora, se o quiser fazer, não esteja impedido disso. Não sendo obrigatória a presença dos professores no local de trabalho em dia(s) de Greve, a realização de uma acção envolvendo os professores da Escola/Agrupamento, para dar visibilidade local à própria Greve, é legítima.
  • 5. O professor tem de justificar a ausência ao serviço em dia de Greve?
- NÃO! No dia da Greve só tem de justificar a ausência ao serviço quem tiver faltado por outras razões. Quem adere à Greve não deve entregar qualquer justificação ou declaração, cabendo aos serviços, através da consulta dos livros de ponto ou de registo de presença, fazer o levantamento necessário. A não assinatura do livro de ponto corresponde a adesão à Greve.
  • 6. A adesão à Greve fica registada no Processo Individual do Professor?
- NÃO! É expressamente proibida qualquer anotação sobre a adesão à Greve, designadamente no Registo Biográfico dos professores. As faltas por adesão à greve, a par de outras previstas na lei, são apenas estatísticas.
  • 7. Há alguma penalização na carreira pelo facto de um professor ter aderido à Greve?
- NÃO! A adesão à Greve não é uma falta, mas sim a quebra do vínculo contratual durante o período de ausência ao serviço, encontrando-se "coberta" pelo Pré-Aviso entregue pelas organizações sindicais. Daí que não haja qualquer consequência na contagem do tempo de serviço para todos os efeitos legais (concursos, carreira ou aposentação), nas bonificações previstas na lei ou no acesso a todas as regalias e benefícios consagrados no estatuto da carreira docente ou no regime geral da Administração Pública. A única consequência é o não pagamento desse dia e do subsídio de refeição pela entidade patronal.
  • 8. O dia não recebido é considerado para efeitos de IRS? - NÃO! No mês em que for descontado esse dia de Greve (deverá ser no próprio mês ou, na pior das hipóteses, no seguinte) o cálculo de desconto para o IRS e restantes contribuições será feito, tendo por referência o valor ilíquido da remuneração processada, portanto, não incidindo no valor que não é recebido.
  • 9. Os membros dos órgãos de gestão podem aderir à Greve não comparecendo na escola?
- SIM! A forma de aderir à Greve por parte dos membros dos órgãos de gestão é a mesma que foi referida para qualquer outro docente. Conforme Pré-Aviso entregue às entidades competentes pela FENPROF, "Para os efeitos legais, caso os membros dos órgãos de gestão, usando os seus direitos, adiram às greves agora convocadas, ficará responsabilizado pela segurança do edifício e de todas as pessoas que nele permaneçam o docente do quadro de nomeação definitiva mais antigo na escola, que não esteja em greve."
  • 10. Os Professores Contratados podem aderir à Greve apesar da sua situação laboral de grande instabilidade?
- SIM! Todos os professores Contratados (contratação anual, colocação cíclica, oferta de escola) podem e devem (por maioria de razões) aderir à Greve, principalmente quando em jogo estão as alterações à legislação de concursos e a exigência de revisão do Estatuto da Carreira Docente, designadamente a abolição da prova de ingresso na profissão, a fractura da carreira em duas categorias, horários de trabalho e a avaliação do desempenho imposta pelo ME.
  • 11. Os Professores das AEC também podem aderir à Greve?
- SIM! Claro! Porém, nos termos do pré-aviso entregue às entidades competentes só os que foram contratados pelas autarquias poderão exercer este direito. As alterações aos concursos e colocações que o ME pretende introduzir, a enorme precariedade de emprego e baixos salários, a inadmissível instabilidade profissional a que estão sujeitos e que decorre do seu estatuto profissional e da exploração laboral a que o governo os condenou com a regulamentação destas Actividades, são mais do que justificações para que adiram à Greve.
  • 12. Os Professores dos CEF, EFA, CNO, Cursos Profissionais… podem fazer greve? Tal tem alguma consequência em matéria de reposição de aulas?
- SIM! Podem aderir! A forma de aderir à Greve por parte dos docentes que exercem funções neste âmbito é a mesma que foi referida para qualquer outro docente. No caso de terem de ser garantidas as aulas não leccionadas, para que os alunos possam ver certificada a sua formação [quando o défice de horas é da sua responsabilidade — mais de 10% de faltas (limite previsto na lei)] aos docentes deverá ser paga a respectivo remuneração.
  • 13. Os Professores e os Educadores de Infância podem ser substituídos em dia de Greve?


- NÃO! Nenhum trabalhador pode ser substituído por outro em dia de Greve. Tal corresponde a uma grosseira ilegalidade e deve, de imediato, ser comunicado à Direcção do Sindicato. Nota: qualquer outra dúvida que surja sobre o direito à Greve deverá ser-nos apresentada. Qualquer forma de "pressão" que seja exercida sobre os professores, no sentido de os condicionar na decisão sobre a adesão à Greve deverá ser-nos comunicada.


  • Fonte SPGL

DESOBEDECEMOS COLECTIVAMENTE. SUSPENDAMOS A AVALIAÇÃO NAS NOSSAS ESCOLAS

QUERER É PODER!



VAMOS RESISTIR SEM MEDO.

A SRA MINISTRA CONTINUA CEGA, SURDA E AGORA TAMBÉM MUDA

A REUNIÃO DESTA TARDE DOS PCEs COM A MINISTRA DA EDUCAÇÃO TERMINOU SEM ACORDO

Os representantes dos 139 conselhos executivos que sábado pediram a suspensão da avaliação de desempenho dos professores afastaram o cenário da demissão em bloco, apesar da sua reinvindicação não ter sido atendida no encontro desta quinta-feira com a ministra.

"Apresentámos o pedido de suspensão, mas a ministra mantém-se irredutível. Ouviu-nos, mas continua a assegurar que este modelo simplificado é para aplicar", afirmou Maria do Rosário Gama, presidente do Conselho Executivo da Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra.

Perante a falta de acordo com a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, os 139 presidentes de Conselhos Executivos voltarão a reunir a 7 de Fevereiro, provavelmente em Coimbra, onde esperam juntar ainda mais colegas à iniciativa.

No entanto, os responsáveis das escolas afastam a possibilidade de uma demissão em bloco, uma decisão que chegou a ser equacionada no encontro que decorreu no passado sábado em Santarém.

"A demissão em bloco de professores que foram eleitos pelos seus colegas para os representar não iria resolver qualquer problema. Seria antes uma traição aos professores que os elegeram", acrescentou.

"À saída do encontro com a ministra da Educação, Maria do Rosário Gama sublinhou que este grupo "está ao lado dos professores", ao contrário de presidentes de conselhos excutivos de outras escolas, cuja posição "não é coincidente" com a dos docentes que os elegeram.

Apesar de continuarem a reivindicar a suspensão do processo, alegando que essa é a única solução para ultrapassar o "clima de intranquilidade que continua a viver-se nas escolas", os presidentes dos conselhos executivos afirmam que pouco podem fazer para parar a aplicação do modelo.

"Por nós não podemos fazer muita coisa. Os professores é que podem. Nós teremos de fixar o calendário [da avaliação], mas os professores podem, ou não, entregar os seus objectivos individuais", lembrou Rosário Gama.

Fonte: JN Online às 18:17

quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Documento aprovado em Santarém por 139 presidentes de Conselhos Executivos

  • Documento aprovado em Santarém por 139 presidentes de Conselhos Executivos


  • Exma. Sra. Ministra da Educação,

  • As Presidentes e os Presidentes dos Conselhos Executivos das Escolas em relação infra, reunidos em 10/01/2009, cientes e convictos das suas obrigações perante Vª. Exa. e perante a Escola, cientes e convictos da importância e necessidade de implementação de um processo de avaliação que promova, eficiente e eficazmente, a qualidade do ensino público e da condição docente, cientes e convictos, ainda, da importância do seu contributo em tudo o que à Escola Pública respeita, unanimemente entenderam dever manifestar a Va. Exa.:
  • 1) que a regulamentação agora publicada, apesar de retirar do processo avaliativo alguns parâmetros anteriormente previstos, não se torna, ainda assim, mais exequível, nomeadamente por força da concentração de competências no Presidente do Conselho Executivo;
  • 2) que a mesma regulamentação, ao consignar a não obrigatoriedade de os Professores serem avaliados na componente científico-pedagógica, não só não promove, como compromete, a qualidade do ensino;
  • 3) que este processo de avaliação, a realizar-se nos termos agora regulamentados, promoverá a injustiça entre pares, constituindo-se, assim, como instrumento promotor de desmotivação e consequente mau instrumento de gestão, pois não assegura, de forma distinta, a avaliação do mérito científico-pedagógico;
  • 4) que a insistência, assim, no actual modelo de avaliação, compromete a construção, desde já e a longo prazo, de um modelo de avaliação justo, sério e credível, bem como desvia significativamente a Escola da sua principal razão: a educação dos alunos;
  • 5) ser da maior importância, para a realização de uma justa e credível avaliação do desempenho dos Professores em sede da respectiva escola, a rectificação da injustiça instalada nas escolas com o processo de concurso para Professores titulares, no qual não foi dado o primado ao mérito profissional;
  • 6) haver, pelo exposto e a fortiori, fundamento suficiente para reiterar a posição maioritária do Conselho de Escolas, favorável à suspensão deste processo de avaliação de desempenho.
  • Mais unanimemente entenderam, considerando que a sua responsabilidade e missão não se esgotam num papel puramente funcional, ser a respectiva avaliação em quadro de SIADAP desadequada, pelo que solicitam consequente revisão de tal.
  • Reiterando a disponibilidade neste acto expressa, são:
  • Presidentes dos Conselhos Executivos das(os) seguintes Escolas/Agrupamentos:
  • Agrupamento Afonso Betote – Vila do Conde
  • Agrupamento Cidade Castelo Branco
  • Agrupamento de Escolas a Sudoeste de Olivelas
  • Agrupamento de Escolas Anselmo de Andrade – Almada
  • Agrupamento de Escolas António José de Almeida – Penacova
  • Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques – Guimarães
  • Agrupamento de Escolas D. Nuno Álvares Pereira – Tomar
  • Agrupamento de Escolas D. Sancho I –Cartaxo
  • Agrupamento de Escolas da Cordinha – Oliveira do Hospital
  • Agrupamento de Escolas da Guia – Pombal
  • Agrupamento de Escolas da Lousã
  • Agrupamento de Escolas da Pedrulha – Coimbra
  • Agrupamento de Escolas da Pontinha – Odivelas
  • Agrupamento de escolas de Aguada de Cima – Águeda
  • Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira
  • Agrupamento de Escolas de Almeida
  • Agrupamento de Escolas de Anadia
  • Agrupamento de Escolas de Cabanas do Viriato – Carregal do Sal
  • Agrupamento de Escolas de Campo de Besteiros - Tondela
  • Agrupamento de Escolas de Canas de Senhorim
  • Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal
  • Agrupamento de Escolas de Ceira - Coimbra
  • Agrupamento de Escolas de Entre Ribeiras – Paul- Covilhã
  • Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo
  • Agrupamento de Escolas de Góis
  • Agrupamento de Escolas de José Relvas – Alpiarça
  • Agrupamento de Escolas de Midões
  • Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo
  • Agrupamento de Escolas de Mortágua
  • Agrupamento de Escolas de Nelas
  • Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades
  • Agrupamento de escolas de Ourém
  • Agrupamento de Escolas de Pinhel
  • Agrupamento de Escolas de S. Pedro do Sul
  • Agrupamento de Escolas de S. Silvestre – Coimbra
  • Agrupamento de escolas de Santo Onofre – Caldas da Rainha
  • Agrupamento de Escolas de Soure
  • Agrupamento de Escolas de Vizela
  • Agrupamento de Escolas de Vouzela
  • Agrupamento de Escolas do Caramulo – Tondela
  • Agrupamento de Escolas do Concelho de Vila do Bispo
  • Agrupamento de Escolas do Sátão
  • Agrupamento de Escolas do Tortosendo
  • Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Fernandes – Abrantes
  • Agrupamento de Escolas Febo Moniz – Almeirim
  • Agrupamento de Escolas Finisterra – Febres – Cantanhede
  • Agrupamento de Escolas Gil Vicente – Lisboa
  • Agrupamento de Escolas Inês de Castro – Coimbra
  • Agrupamento de Escolas Maria Pais Ribeiro "A Ribeirinha" – Vila do Conde
  • Agrupamento de Escolas Marinhas do Sal – Rio Maior
  • Agrupamento de Escolas Martim de Freitas - Coimbra
  • Agrupamento de Escolas Padre António Andrade – Oleiros
  • Agrupamento de Escolas S. Martinho do Porto – Alcobaça
  • Agrupamento de Escolas Santa Cruz da Trapa – S. Pedro do Sul
  • Agrupamento de Escolas Silva Gaio – Coimbra
  • Agrupamento de Escolas Soares dos Reis – Vila Nova de Gaia
  • Agrupamento de Escolas Virgínia Moura - Guimarães
  • Agrupamento de Samora Correia – Benavente
  • Agrupamento de Vila Nova de Poiares
  • Agrupamento do Avelar
  • Agrupamento Fazendas de Almeirim – Almeirim
  • Agrupamento Idães – Felgueiras
  • Agrupamento Marcelino Mesquita – Cartaxo
  • Agrupamento Maria Alice Gouveia – Coimbra
  • Agrupamento Marquês de Pombal – Pombal
  • Agrupamento Paço de Sousa – Penafiel
  • Agrupamento Pêro da Covilhã
  • Agrupamento Vale Aveiras – Azambuja
  • Agrupamento Vertical de Escolas – Alcochete
  • Agrupamento Vertical de Escolas de Ponte da Barca
  • Conservatório de Música de Coimbra
  • EB23 Alexandre Herculano – Santarém
  • EB23 António Correia de Oliveira - Esposende
  • Eb23 Ciclos Santa Iria – Tomar
  • EB23/S de Oliveira de Frades
  • Escola Sec. Com 3º Ciclo Fernando Namora de Condeixa-a-Nova
  • Escola Sec/3 de Pinhel
  • Escola Sec/3 de Raul Proença – Caldas da Rainha
  • Escola Secundária /3 de Alcanena
  • Escola Secundária Alberto Sampaio – Braga
  • Escola Secundária Avelar Brotero – Coimbra
  • Escola Secundária Cacilhas – Tejo – Almada
  • Escola Secundária D. Duarte – Coimbra
  • Escola Secundária da Lousã
  • Escola Secundária da Lousada
  • Escola Secundária da Mealhada
  • Escola Secundária da Quinta das Flores – Coimbra
  • Escola Secundária Daniel Faria – Baltar
  • Escola Secundária de Arganil
  • Escola Secundária de Barcelinhos – Barcelos
  • Escola Secundária de Barcelos
  • Escola Secundária de Barcelos
  • Escola Secundária de Felgueiras
  • Escola Secundária de Figueira de Castelo Rodrigo
  • Escola Secundária de Oliveira do Hospital
  • Escola Secundária de Porto de Mós
  • Escola Secundária de S. Pedro – Vila Real
  • Escola Secundária de Vilela - Paredes
  • Escola Secundária de Vouzela
  • Escola Secundária do Fundão
  • Escola Secundária Dr João Lopes Morais - Mortágua
  • Escola Secundária Dr. Ginestal Machado – Santarém
  • Escola Secundária Dr. J.C.C. Gomes – Ílhavo
  • Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima de Aveiro
  • Escola Secundária Dr. Mário Sacramento – Aveiro
  • Escola Secundária Eça de Queirós – Póvoa de Varzim
  • Escola Secundária Emídio Navarro – Viseu
  • Escola Secundária Fernão Mendes Pinto – Almada
  • Escola Secundária Gama Barros – Lisboa – Cacém
  • Escola Secundária Homem Cristo de Aveiro
  • Escola Secundária Infanta D. Maria – Coimbra
  • Escola Secundária Jácome Ratton – Tomar
  • Escola Secundária Jaime Cortesão – Coimbra
  • Escola Secundária José Falcão – Coimbra
  • Escola Secundária José Régio – Vila do Conde
  • Escola Secundária Luis Sttau Monteiro – Loures
  • Escola Secundária Manuel da Fonseca – Santiago do Cacém
  • Escola Secundária Marquesa de Alorna – Almeirim
  • Escola Secundária Pe. Benjamim Salgado – Vila Nova de Famalicão
  • Escola Secundária Rainha D. Amália – Lisboa
  • Escola Secundária Rocha Peixoto – Póvoa de Varzim
  • Escola Secundária Rodrigues Lobo de Leiria
  • Escola Secundária Sá da Bandeira – Santarém
  • Escola Secundária Santa Maria do Olival- Tomar
  • Escola Secundária Sebastião da Gama - Setúbal
  • Escola Secundária/3 Amato Lusitano – Castelo Branco
  • Escola Secundária/3 de Carregal do Sal
  • Escola Secundária/3 de Santa Comba Dão

terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

JORNADA NACIONAL DE REFLEXÃO E LUTA



MOBILIZA E PARTICIPA

segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

GREVE ÀS AULAS ASSISTIDAS





Greve às aulas assistidas até ao Carnaval
A Plataforma Sindical dos Professores entrega, esta segunda-feira, um novo pré-aviso de greve ao Ministério da Educação. Depois da greve de dia 19, os docentes prometem continuar a luta, através de um boicote às aulas assistidas

Durante o mês que falta até às férias do Carnaval, os professores vão fazer greve às aulas assistidas, previstas no modelo de avaliação do desempenho dos docentes para os profissionais que desejam concorrer às quotas de Muito Bom e Excelente.

O pré-aviso será entregue, esta segunda-feira, ao Ministério da Educação e prevê que este boicote às aulas observadas se inicie no dia 20 – logo a seguir à greve geral convocada para próxima segunda-feira – e termine só no dia 20 de Fevereiro.
Em comunicado, a Plataforma explica a necessidade deste protesto com o facto de os professores avaliadores estarem obrigados a assistir às aulas, sempre que os avaliados assim o requeiram.

«Os avaliadores, ainda que discordando desse modelo, estarão obrigados a essa tarefa, excepto se, no momento da sua concretização, se encontrarem em greve» , justificam os sindicalistas.
Além da greve convocada para o dia 19 e que os sindicatos anunciam que será «a maior de sempre», os protestos contra o modelo de avaliação do desempenho dos professores e o Estatuto da Carreira Docente multiplicam-se nos próximos dias.


Na terça-feira, realiza-se em todas as escolas do país uma jornada de luta e reflexão sobre as políticas de Maria de Lurdes Rodrigues – convocada pelos sindicatos – e no dia 24 os movimentos cívicos de professores concentram-se à porta do Palácio de Belém, para chamar a atenção do Presidente da República para os problemas da Educação.


Também em preparação está um encontro nacional de escolas em luta. A reunião está a ser organizada pela Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE), juntamente com outros movimentos de docentes, mas o local ainda está por definir.


Entretanto, hoje, os cerca de 100 presidentes de conselhos executivos, que se reuniram este sábado em Santarém, deverão entregar à ministra da Educação um documento para pedir a suspensão da avaliação.


margarida.davim@sol.pt


ESTA AVALIAÇÃO?



Estamos todos solidários e mobilizados para as acções de Luta.



PARABÉNS, muitos contes com muitas Vitórias.

domingo, 11 de Janeiro de 2009

DIA DE LUTO E DE ORGULHO DE SER DOCENTE/19 de JANEIRO




Quem nos ouve e vê, pensa que estamos a fazer uma birra como se fossemos crianças.


Perguntarão, que lhes custa aderir ao tal simplex do simplex e acabar com esta cacofonia, este ruído ensurdecedor que agasta o mais pachorrento.


Afinal o Sr. Secretário de Estado Pedreira até já veio dizer à Televisão que isto agora não custa nada. Podemos escolher, podemos fazer, etc., uma série de banalidade que o deixam muito bem na fotografia ou melhor no ecrã.


O assunto é tão específico que até muitos dos envolvidos não o dominam bem. Articulam-se muitos regimentos que só especialistas treinados na matéria rapidamente deduzem e concluem com alguma coerência e precisão.


Não se pode pedir à opinião pública que entenda e tenha opinião formada e não caia na tentação de julgar de ânimo leve, tão típico do povo português entregue ao senso comum.


Vemos jornalistas, políticos de maior gabarito a debater a matéria sem estarem devidamente preparados, quando parece que a dominam lá “escorregam” e passam ao lado, desvirtuando o essencial.


Os menos preparados, que opinam como a leveza de quem bebe um copo de água mesmo sem sede, circunscrevem maleficamente o tema às banalidades que todos conhecemos: os professores não querem ser avaliados, não querem fazer nada, ganham muitos, são os responsáveis pelo estado da Escola e da Nação, etc.


Mas é mesmo verdade, NÂO QUEREMOS SER AVALIADOS, com este modelo de avaliação. Este ano lectivo fazemos BIRRA e não vamos fazer NADA!


Parecemos Caprichosos e Obstinados, mas não é Birra!


É uma estratégia Resistência.


Desde que esta equipa Ministerial tomou posse, criou tanto frenesi com a Avaliação, para mostrar serviço e mais nada, gastou papel e papel no D.R. e salvo poucas excepções ainda ninguém foi avaliado.


Congelaram-nos a carreira durante 28 meses e passaram o resto do tempo a fazer simplexs.


Legislam em directo na TV e é por lá que presenteiam as recompensas virtuais e arremessam com intimações irreais, tudo para dividir os incautos e dizer ao povo tanto que são ora bonzinhos ora que têm as rédeas e o chicote na mão.


Até podíamos entregar objectivos e portefólios e já se vendem por aí, há pois há. Também os podíamos fazer nós próprios, seriamente um a um. Pois, mas não fazemos.

É IMPENSÁVEL COLABORAR.

Porque se nos deixamos Avaliar estamos a perder uma pequena e 1ª Batalha de uma Guerra que queremos Vitoriosa.

Porque se o fizermos vamos dar à Ministra tempo de Antena, para com aquele sorriso cínico vir dizer que afinal tinha razão. Os professores têm bom senso, este modelo é bom, a manifestação e a greve foram devaneios de dias quentes manipulados pelos malfeitores dos dirigentes sindicais. Porque o modelo é para manter e os professores titulares são indispensáveis para o manter vivo e com saúde.

Se lhe entregarmos em mão a 1ª de todas as Batalhas, vamos destruir a estratégia de atingir os mais profundos dos nossos objectivos: Rever o ECD, a estrutura da carreira, categorias e remunerações, avaliação de desempenho, condições de progressão na carreira, gestão democrática, concursos, prova de ingresso, horários de trabalho, condições de aposentação.

A Greve de 3 de Dezembro permitiu a abertura processo negocial de revisão do Estatuto da Carreira Docente.

A adesão à Greve de 19 de Janeiro, dia em que faz 2 anos sobre a publicação do actual Estatuto da Carreira Docente, é OBRIGATÓRIA. A força dos números dará a capacidade negocial aos Sindicatos.

O NOSSO FUTURO ESTÁ NA NOSSAS MÃOS

Dia 19 enche-te de orgulho, defende a tua dignidade e fecha a tua Escola