Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

Salvar a Face



O Sr Dr Mário Soares hoje na SIC tentou "salvar-lhe a face"; mulher com objectivos, que sabe o que quer, etc, etc, etc...

Os Sindicatos, esses coitados, numas reuniões dizem que querem noutras que não querem..., enfim, uns troca-tintas!.

O Sr Dr também não sabe o quê.

Enfim. Um Balhelhas!

Não Queremos Que nos Salvem a Face!


06-01-2009 - 08:06h<span class=
Alegre «salva» avaliação de professores

Sem o voto dos «rebeldes» do PS, diploma do PSD para a suspensão não passará no Parlamento

O deputado socialista Manuel Alegre afirmou que se recusará votar a favor do projecto do PSD para a suspensão da avaliação dos professores, na quinta-feira, no Parlamento, o que compromete em definitivo a viabilidade do diploma. Na votação do passado dia 05 de Dezembro, o projecto de resolução do CDS-PP, também para a suspensão da avaliação dos professores, contou com o voto favorável de todas as forças da oposição, de seis deputados socialistas e uma abstenção também do PS. Se os 30 deputados do PSD que nesse dia estiveram ausentes do Parlamento tivessem votado a favor do projecto do CDS, a maioria absoluta socialista teria sido derrotada pela primeira vez nesta legislatura. Agora, perante a segunda tentativa do PSD de aprovar a suspensão do processo de avaliação dos professores, a posição dos deputados socialistas «rebeldes» será diferente. Em declarações à agência Lusa, o ex-candidato presidencial declarou que não votará desta vez a favor do projecto do PSD. «Já fiz o que tinha a fazer. [No passado dia 05 de Dezembro], votei a favor de todos os projectos de resolução apresentados pela oposição a pedir a suspensão da avaliação dos professores. Se a avaliação não foi suspensa nessa altura, foi por culpa do PSD», declarou à agência Lusa o vice-presidente da Assembleia da República.

Alegre disse sentir-se «desconfortável» perante o agendamento do projecto do PSD, porque se trata de um diploma que apenas pretende salvar a face dos professores.

«Não serei instrumentalizado por um projecto que não tem como razão de fundo a suspensão da avaliação dos professores», acrescentou.
A posição de Alegre de exclusão do voto a favor do projecto do PSD deverá ser acompanhada por mais três deputadas socialistas: Teresa Portugal, Júlia Caré e Eugénia Alho. Por outro lado, o deputado socialista João Bernardo (que antes votou ao lado do CDS) optará agora pelo voto contra o projecto do PSD, o mesmo fazendo a sua colega de bancada Odete João (que antes tinha optado pela abstenção). Sem os votos a favor de seis dos sete deputados «rebeldes» socialistas (falta apenas conhecer a posição de Matilde Sousa Franco), o diploma do PSD deverá ser rejeitado.


http://diario.iol.pt/politica/alegre-educacao-psd-avaliacao-professores-escolas/1029277-4072.html




Sr Deputado Manuel Alegre

Eu confio em si para mudar este pântano do estado da política Nacional, mas assim não!

Este ano lectivo não há tempo para fazer um novo Diploma e por em prática, precisamos sim de dizer não a estas políticas e precisamos de solidariedade, da sua solidariedade de Homem de Esquerda.
Não precisamos que nos "Salve a Face", precisamos de um voto de confiança para a nossa luta.
Foi o CDS, ou o PSD, foram, são estratégias políticas; mas no meio destas habilidades vê-se quem se levanta e diz não.
Nem toda a população tem informação para perceber estes "quintais" políticos, o seu dever era mostra-los de outra maneira.
Era dizer levantar-se na AR para dizer que os professores têm razão.

Quero continuar a acreditar que acredita que podemos ter uma Escola Pública de Qualidade.

Vamo-nos encontrando por aí.




Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

SIMPLEX? NÃO ME PARECE!



Brilhante imagem do Protestografico

REVISÃO ECD


Greve do próximo dia 19 de Janeiro cresce de importância com o processo de revisão do ECD

A luta dos Professores e Educadores obteve um significativo resultado ao obrigar o Ministério da Educação a abrir um inesperado processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), tal como vinham exigindo os docentes e as suas organizações sindicais.

Para esse processo de revisão, as organizações sindicais e os professores têm objectivos bem definidos: rever a actual estrutura de carreira, de forma a eliminar a sua divisão em categorias, substituir o actual modelo de avaliação e abolir as quotas que condicionam a atribuição das menções mais elevadas, revogar a espúria prova de ingresso na profissão, aprovar horários de trabalho pedagogicamente adequados, recuperar o tempo de serviço perdido por imposição legal, rever condições de aposentação, entre outros que são sobejamente conhecidos…

Já o Ministério da Educação reafirmou, na reunião de hoje, que os seus objectivos são os que se encontram no Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, ou seja, os que são concretizados pelo actual ECD.

Face à abertura deste processo negocial de revisão do Estatuto da Carreira Docente e à manifesta divergência de objectivos entre o ME e os Sindicatos, ganha uma importância acrescida a Greve Nacional dos Professores marcada para 19 de Janeiro. Para além de continuarem a exigir a suspensão, este ano, do modelo de avaliação imposto pelo ME (simplificado, mas com a mesma natureza negativa), nesta Greve, os Professores tornarão claros e inequívocos os seus objectivos para a revisão do ECD, com o significado acrescido de se realizar no dia em que se completam dois anos sobre a publicação deste "ECD do ME".

A revisão do ECD iniciar-se-á em 28 de Janeiro (ou seja, poucos dias depois da Greve) e prolongar-se-á até final do 2.º período lectivo. O primeiro aspecto a rever será a "Prova de Ingresso", seguir-se-á a estrutura de carreira (que inclui a sua actual organização em categorias, bem como as remunerações) e a avaliação de desempenho, bem como as condições de progressão na carreira. Para os Sindicatos, deverão também ser revistos, entre outros aspectos, os horários de trabalho e as condições de aposentação.

Por fim, e relativamente à avaliação de desempenho que, este ano, o ME impôs aos docentes, não existem razões para que os professores alterem a posição que vêm manifestando e adoptando nas escolas, na medida em que nada de fundamental ou significativo foi alterado com o regime imposto para este ano. De facto, o ME simplificou os procedimentos, mas não introduziu qualquer alteração de registo na matriz do modelo, daí a rejeição pelos professores e educadores.

A Plataforma Sindical de Professores
5/01/2009

Fonte: FENPROF

Sábado, 3 de Janeiro de 2009

SALVEM OS RICOS




O Melhor Vídeo do Ano 2008


Prémio "Ao que nós chegámos"

PORQUE NÃO PODEMOS IGNORAR

PROTESTOS CONTRA O MASSACRE DE GAZA



Acções de protesto em Lisboa contra o massacre da população de Gaza:



Dia 5 de Janeiro, Largo de S. Domingos (Rossio), 18 horas



Dia 8 de Janeiro, Embaixada de Israel, 17 horas




Estas acções estão a ser convocadas e organizadas pela CGTP, Comité de Solidariedade com a Palestina, Conselho para a Paz, Tribunal Iraque, MDM, Bloco de Esquerda, Associação Abril, FER, Colectivo Rubra, Política Operária, SOS Racismo, Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, Jornal Gueto, Colectivo Mumia Abu-Jamal, SPGL e outras entidades.



LEMA 2009 II

A nossa firmeza e desobediência colectiva será incontrolável.

Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

LEMA PARA 2009




O Cartaz já tem algum tempo, mas é bom estar presente na nossa memória.
A Luta é nossa,TODOS e cada UM temos a responsabilidade de a assumir na nossa acção diária.

O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

E a culpa do último minuto do ano, que teve 70 segundos, , baralha qualquer cabeça pensante.


Ontem dia 31 de Janeiro, último dia do ano de 2008, vi e li notícias e quando já estava a ficar inquietada por não se falar em professores, lá o meu espírito sossegou quando soube que Sua Ex.ª o Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Cavaco Silva tinha dado bom uso ao tal segundo a mais e entre duas fatias de Bolo-Rei. Tinha Assinado, Promulgado o Normativo da Avaliação, na sua nova versão, o Carcacex , o que resta de tantos Simplex de um tal Decreto-lei nº 2/2008 que era para consumar este ano lectivo.

Esta ideia peregrina, esta perseguição obsessiva de pouco a pouco, fragmento a fragmento se destruir a Escola Pública, fez-me recuar no tempo até à minha juventude quando li um livro de ficção/antecipação científica de Aldoux Huxley, o ADMIRÁVEL MUNDO NOVO. Escrito na 1ª metade do Século XX, mostra bem o conhecimento do autor do Ser Humano, do Conhecimento Científico, mas não da barbárie dos Homens, pois muito do que antecipou foi amplamente ultrapassado de forma abjecta pelos ditos .

Quem leu o livro, que devem ter sido muitos, lembram-se dos 3 níveis de indivíduos, os Alfas, os Betas e os Deltas; os Alfas eram os Dirigentes, os Governantes os Decisores; os Betas os Executantes, os que faziam funcionar o Sistema, os Funcionários Públicos lá do Planeta e por fim os Deltas, os operários, mãos de obra indiferenciada e pau para toda a obra. Os níveis superiores de intelecto eram proporcionais aos direitos e os deveres proporcionais aos mais baixos níveis de discernimento.

Não é então que me surpreendo quando dou conta que os nossos ALFAS de pechisbeque, querem fazer de nós BETAS, para produzirmos os DELTAS.

Os Betas com cada vez menos direitos e mais deveres, inseridos num Sistema e Organização Social que é a Escola Pública, que deveria ser cuidada, acarinhada, local de crescimento de uma Sociedade Cidadã, Democrática e Desenvolvida.

Mas não, estão a ser humilhados, calados, amedrontados, para que sem Ideias e Ideais produzam os Deltas, como alguns Betas à minoritariamente que só servirão a Alfas improfícuos preocupados apenas com os seus interesses e negociatas pessoais.


Esta Escola não é a queremos para o nosso País.


Mesmo como mais promulgações, de mais do mesmo e desde que não haja sinal de mudança de Políticas temos que nos manter firmes, sem vacilar e sem medo de ousar enfrentar esta classe Política endoidecida. Com a nossa Resistência, restituiremos o Senso e apontaremos a substância de uma Escola Pública de Qualidade.

Agora suspendemos a Avaliação Escola a Escola, desobedeceremos colectivamente a uma só voz, depois continuaremos derrubando obstáculos, exigindo regulamentação séria, justa e democrática da Gestão, Concursos, Prova de Ingresso e Estatuto da Carreira Docente.

Na Comunidade Educativa fomentaremos o diálogo e tentaremos definir os reais problemas sociais para que a Escola seja local aprazível, de conhecimento, de motivação e realização.


Sr. Presidente, Sr. 1º Ministro, Sr.ª Ministra da Educação.,

Os Professores e Educadores são Intelectuais de vanguarda, não sabem que os Alfas somos NÓS?