Sem o voto dos «rebeldes» do PS, diploma do PSD para a suspensão não passará no Parlamento
O deputado socialista Manuel Alegre afirmou que se recusará votar a favor do projecto do PSD para a suspensão da avaliação dos professores, na quinta-feira, no Parlamento, o que compromete em definitivo a viabilidade do diploma. Na votação do passado dia 05 de Dezembro, o projecto de resolução do CDS-PP, também para a suspensão da avaliação dos professores, contou com o voto favorável de todas as forças da oposição, de seis deputados socialistas e uma abstenção também do PS. Se os 30 deputados do PSD que nesse dia estiveram ausentes do Parlamento tivessem votado a favor do projecto do CDS, a maioria absoluta socialista teria sido derrotada pela primeira vez nesta legislatura. Agora, perante a segunda tentativa do PSD de aprovar a suspensão do processo de avaliação dos professores, a posição dos deputados socialistas «rebeldes» será diferente. Em declarações à agência Lusa, o ex-candidato presidencial declarou que não votará desta vez a favor do projecto do PSD. «Já fiz o que tinha a fazer. [No passado dia 05 de Dezembro], votei a favor de todos os projectos de resolução apresentados pela oposição a pedir a suspensão da avaliação dos professores. Se a avaliação não foi suspensa nessa altura, foi por culpa do PSD», declarou à agência Lusa o vice-presidente da Assembleia da República.
Alegre disse sentir-se «desconfortável» perante o agendamento do projecto do PSD, porque se trata de um diploma que apenas pretende salvar a face dos professores.
«Não serei instrumentalizado por um projecto que não tem como razão de fundo a suspensão da avaliação dos professores», acrescentou. A posição de Alegre de exclusão do voto a favor do projecto do PSD deverá ser acompanhada por mais três deputadas socialistas: Teresa Portugal, Júlia Caré e Eugénia Alho. Por outro lado, o deputado socialista João Bernardo (que antes votou ao lado do CDS) optará agora pelo voto contra o projecto do PSD, o mesmo fazendo a sua colega de bancada Odete João (que antes tinha optado pela abstenção). Sem os votos a favor de seis dos sete deputados «rebeldes» socialistas (falta apenas conhecer a posição de Matilde Sousa Franco), o diploma do PSD deverá ser rejeitado.
Eu confio em si para mudar este pântano do estado da política Nacional, mas assim não!
Este ano lectivo não há tempo para fazer um novo Diploma e por em prática, precisamos sim de dizer não a estas políticas e precisamos de solidariedade, da sua solidariedade de Homem de Esquerda.
Não precisamos que nos "Salve a Face", precisamos de um voto de confiança para a nossa luta.
Foi o CDS, ou o PSD, foram, são estratégias políticas; mas no meio destas habilidades vê-se quem se levanta e diz não.
Nem toda a população tem informação para perceber estes "quintais" políticos, o seu dever era mostra-los de outra maneira.
Era dizer levantar-se na AR para dizer que os professores têm razão.
Quero continuar a acreditar que acredita que podemos ter uma Escola Pública de Qualidade.
Greve do próximo dia 19 de Janeiro cresce de importância com o processo de revisão do ECD
A luta dos Professores e Educadores obteve um significativo resultado ao obrigar o Ministério da Educação a abrir um inesperado processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), tal como vinham exigindo os docentes e as suas organizações sindicais.
Para esse processo de revisão, as organizações sindicais e os professores têm objectivos bem definidos: rever a actual estrutura de carreira, de forma a eliminar a sua divisão em categorias, substituir o actual modelo de avaliação e abolir as quotas que condicionam a atribuição das menções mais elevadas, revogar a espúria prova de ingresso na profissão, aprovar horários de trabalho pedagogicamente adequados, recuperar o tempo de serviço perdido por imposição legal, rever condições de aposentação, entre outros que são sobejamente conhecidos…
Já o Ministério da Educação reafirmou, na reunião de hoje, que os seus objectivos são os que se encontram no Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, ou seja, os que são concretizados pelo actual ECD.
Face à abertura deste processo negocial de revisão do Estatuto da Carreira Docente e à manifesta divergência de objectivos entre o ME e os Sindicatos, ganha uma importância acrescida a Greve Nacional dos Professores marcada para 19 de Janeiro. Para além de continuarem a exigir a suspensão, este ano, do modelo de avaliação imposto pelo ME (simplificado, mas com a mesma natureza negativa), nesta Greve, os Professores tornarão claros e inequívocos os seus objectivos para a revisão do ECD, com o significado acrescido de se realizar no dia em que se completam dois anos sobre a publicação deste "ECD do ME".
A revisão do ECD iniciar-se-á em 28 de Janeiro (ou seja, poucos dias depois da Greve) e prolongar-se-á até final do 2.º período lectivo. O primeiro aspecto a rever será a "Prova de Ingresso", seguir-se-á a estrutura de carreira (que inclui a sua actual organização em categorias, bem como as remunerações) e a avaliação de desempenho, bem como as condições de progressão na carreira. Para os Sindicatos, deverão também ser revistos, entre outros aspectos, os horários de trabalho e as condições de aposentação.
Por fim, e relativamente à avaliação de desempenho que, este ano, o ME impôs aos docentes, não existem razões para que os professores alterem a posição que vêm manifestando e adoptando nas escolas, na medida em que nada de fundamental ou significativo foi alterado com o regime imposto para este ano. De facto, o ME simplificou os procedimentos, mas não introduziu qualquer alteração de registo na matriz do modelo, daí a rejeição pelos professores e educadores.
Acções de protesto em Lisboa contra o massacre da população de Gaza:
Dia 5 de Janeiro, Largo de S. Domingos (Rossio), 18 horas
Dia 8 de Janeiro, Embaixada de Israel, 17 horas
Estas acções estão a ser convocadas e organizadas pela CGTP, Comité de Solidariedade com a Palestina, Conselho para a Paz, Tribunal Iraque, MDM, Bloco de Esquerda, Associação Abril, FER, Colectivo Rubra, Política Operária, SOS Racismo, Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, Jornal Gueto, Colectivo Mumia Abu-Jamal, SPGL e outras entidades.
O Cartaz já tem algum tempo, mas é bom estar presente na nossa memória. A Luta é nossa,TODOSe cada UMtemos a responsabilidade de a assumir na nossa acção diária.
Ea culpa do último minuto do ano, que teve 70 segundos, , baralha qualquer cabeça pensante.
Ontem dia 31 de Janeiro, último dia do ano de 2008, vi e li notícias e quando já estava a ficar inquietada por não se falar em professores, lá o meu espírito sossegou quando soube que Sua Ex.ª o Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Cavaco Silva tinha dado bom uso ao tal segundo a mais e entre duas fatias de Bolo-Rei. Tinha Assinado, Promulgado o Normativo da Avaliação, na sua nova versão, o Carcacex , o que resta de tantos Simplex de um tal Decreto-lei nº 2/2008 que era para consumar este ano lectivo.
Esta ideia peregrina, esta perseguição obsessiva de pouco a pouco, fragmento a fragmento se destruir a Escola Pública, fez-me recuar no tempo até à minha juventude quando li um livro de ficção/antecipação científica de Aldoux Huxley, o ADMIRÁVEL MUNDO NOVO. Escrito na 1ª metade do Século XX, mostra bem o conhecimento do autor do Ser Humano, do Conhecimento Científico, mas não da barbárie dos Homens, pois muito do que antecipou foi amplamente ultrapassado de forma abjecta pelos ditos .
Quem leu o livro, que devem ter sido muitos, lembram-se dos 3 níveis de indivíduos, os Alfas, os Betas e os Deltas; os Alfas eram os Dirigentes, os Governantes os Decisores; os Betas os Executantes, os que faziam funcionar o Sistema, os Funcionários Públicos lá do Planeta e por fim os Deltas, os operários, mãos de obra indiferenciada e pau para toda a obra. Os níveis superiores de intelecto eram proporcionais aos direitos e os deveres proporcionais aos mais baixos níveis de discernimento.
Não é então que me surpreendo quando dou conta que os nossos ALFAS de pechisbeque, querem fazer de nós BETAS, para produzirmos os DELTAS.
Os Betas com cada vez menos direitos e mais deveres, inseridos num Sistema e Organização Social que é a Escola Pública, que deveria ser cuidada, acarinhada, local de crescimento de uma Sociedade Cidadã, Democrática e Desenvolvida.
Mas não, estão a ser humilhados, calados, amedrontados, para que sem Ideias e Ideais produzam os Deltas, como alguns Betas à minoritariamente que só servirão a Alfas improfícuos preocupados apenas com os seus interesses e negociatas pessoais.
Esta Escola não é a queremos para o nosso País.
Mesmo como mais promulgações, de mais do mesmo e desde que não haja sinal de mudança de Políticas temos que nos manter firmes, sem vacilar e sem medo de ousar enfrentar esta classe Política endoidecida. Com a nossa Resistência, restituiremos o Senso e apontaremos a substância de uma Escola Pública de Qualidade.
Agora suspendemos a Avaliação Escola a Escola, desobedeceremos colectivamente a uma só voz, depois continuaremos derrubando obstáculos, exigindo regulamentação séria, justa e democrática da Gestão, Concursos, Prova de Ingresso e Estatuto da Carreira Docente.
Na Comunidade Educativa fomentaremos o diálogo e tentaremos definir os reais problemas sociais para que a Escola seja local aprazível, de conhecimento, de motivação e realização.
Sr. Presidente, Sr. 1º Ministro, Sr.ª Ministra da Educação.,
Os Professores e Educadores são Intelectuais de vanguarda, não sabem que os Alfas somos NÓS?
“Quem não se ocupa de política já tomou a decisão política de servir o partido dominante.”
Machado de Assis
“Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução.”
Entrevista publicada nas «Informations Ouvrières» (França) a Isabel Pires (dirigente sindical SPGL
Ler a entrevista nas Informations Ouvrières
Anti Nato
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MEDO
O que mais temes não tem poder nenhum
é o teu medo que tem poder
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Escola Pública está de Luto
LIBERDADE DE EXPRESSÂO
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
Homens de barba rija que enfrentam sem temor os mares revoltosos, viviam ao lado das rendas de bilros feitos por mãos femininas com agulhas de barbela com berloques pendurando a teia de fios que davam ensejo à fértil imaginação feminina. Mancebos de honrosos berloques atreviam-se, debatiam-se contra forças indomáveis, mostrando a massa de que eram feitos os seus berloques.
Actualmente neste país vivemos numa era de importação de modelos de acção, o debate de ideias e ideológico está fora de moda como se fosse “coisa” para saudosistas.
O novo paradigma conceptual da nova sociedade tecnológica, do saber que é saber fazer, está aviltado pelos mais desirmanados políticos e intelectuais com voz na nossa praça.
Foram-se à vida as Redes de diálogo, trocas e a inquietude de lavrar o terreno das ideias. As Teias de solidariedade, dos fios apertados das rendas, transformaram-se na ambição e no descartável do consumo também dos valores e no medo de existir em conjunto.
A catarse de ser casta de superior valor por se ser político conferindo direitos divinizados, ainda está por fazer. Temos uma classe política, na sua maioria, mal-educada, pouco cidadã, irresponsável, imatura, sem ideias e sem berloques.