sábado, 12 de Setembro de 2009
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“Quem não se ocupa de política já tomou a decisão política de servir o partido dominante.”
“Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução.”
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
Constituição da República Portuguesa, Artigo 37
Homens de barba rija que enfrentam sem temor os mares revoltosos, viviam ao lado das rendas de bilros feitos por mãos femininas com agulhas de barbela com berloques pendurando a teia de fios que davam ensejo à fértil imaginação feminina. Mancebos de honrosos berloques atreviam-se, debatiam-se contra forças indomáveis, mostrando a massa de que eram feitos os seus berloques.
Actualmente neste país vivemos numa era de importação de modelos de acção, o debate de ideias e ideológico está fora de moda como se fosse “coisa” para saudosistas.
O novo paradigma conceptual da nova sociedade tecnológica, do saber que é saber fazer, está aviltado pelos mais desirmanados políticos e intelectuais com voz na nossa praça.
Foram-se à vida as Redes de diálogo, trocas e a inquietude de lavrar o terreno das ideias. As Teias de solidariedade, dos fios apertados das rendas, transformaram-se na ambição e no descartável do consumo também dos valores e no medo de existir em conjunto.
A catarse de ser casta de superior valor por se ser político conferindo direitos divinizados, ainda está por fazer. Temos uma classe política, na sua maioria, mal-educada, pouco cidadã, irresponsável, imatura, sem ideias e sem berloques.
Precisamos Urgentemente de Ideias e de Berloques
3 comentários:
Pois é assim, a política!
Agora, há aí uns tipos curiosos que pretendem dar uma ajudinha ao Sócrates, com uma prenda mesmo a propósito... a famosa manifestação tripartida e tricéfala dos «movimentos»... uma autêntica anedota.
Infelizmente, é uma anedota de mau gosto porque vai ser um enorme fracasso!
Mas irá servir para os pró-PS (Partido Sócrates) dizerem ufanos:
- Vêm? eu não vos disse? Reparem como se esvaziou a contestação ao governo, do lado dos professores; umas poucas centenas de excitados a insultar o primeiro-ministro e a ministra da educação. A grande maioria dos professores não lhes ligou nenhuma!!!»
Pois é; vão mostrar que afinal, os contestatários são apenas «uns poucos», que a grande maioria dos professores não embarca nesse radicalismo.
Boa! Grande tiro... no pé!
ou quem é amigo do PS quem é, «apede mup promova mep» cada qual com a sua faixazinha, a gritar os seus estribilhos a ver quem «mobiliza mais dezenas»...
Ah, estes movimentos de massas, que maravilha!
Zé da Esquina
Zé da Esquina
O Sócrates está bem dentro do assunto a opinião pública é que não.
Caro Zé da Esquina,
Infelizmente o medo impera. O medo que se vivia antes do 25 de Abril. Os professores são humanos como quaisquer outros...
O mal vem exactamente da "falta de consciência colectiva" e desse medo que se instalou. E não me venha dizer que concorda com as medidas do "Governo Sócrates" e outros que tais...
Quem, como eu, utiliza diariamente os transportes públicos ouve na boca de todos a contestação.
"Dar a cara" é que é o mais dificil...
De resto como a sabedoria popular diz: "Os cães ladram mas a caravana passa"...
Alvarez
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