Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

"Pela Liberdade, Pela Democracia" Depoimento


«Pela liberdade e pela democracia»

Isabel Pires, dirigente sindical do SPGL

Desde o início que estive, junto com outros trabalhadores, nas reuniões que deram corpo à RUE – constituída por militantes e cidadãos não militantes partidários, nos quais eu me incluo. O descontentamento face às políticas da União Europeia, à sua falsa democraticidade, aos seus interesses essencialmente económicos e ao desprezo total pelos cidadãos dos Países nela incluídos, obrigaram-nos a reflectir.

As suas decisões – não ratificadas pelos povos – bem como as suas Directivas, que defendem as grandes multinacionais, aparecem mascaradas pela “ajuda” aos países que a compõem.

Pela Europa, alastra uma vaga nunca vista de desemprego, e as palavras dos Comissários de Bruxelas mostram preocupação sobre isso apenas para nos tentarem enganar. Contudo, as suas acções são reveladoras das suas intenções e objectivos.

Todos os seus esforços vão no sentido de canalizar a riqueza produzida pelos trabalhadores e os nossos impostos para a defesa dos mais poderosos. É o caso do financiamento à Banca que, afinal, só têm servido para colmatar os “prejuízos”.dos accionistas e da especulação na Bolsa.

É urgente denunciar esta União Europeia que não defende os direitos dos povos.

É urgente retomarmos a nossa soberania e criarmos uma verdadeira União de povos soberanos.

É urgente comprometer as organizações sindicais – legítimas defensoras dos direitos dos trabalhadores – para que nos dignifiquem e não façam da “concertação social” um negócio com Bruxelas, servindo apenas para apaziguar a tensão social e permitindo que as suas Directivas se apliquem.

É urgente parar com os despedimentos! O dinheiro dos contribuintes deverá ser canalizado para apoiar as empresas, e não para a especulação bancária. Um cidadão digno merece um emprego e não ser marginalizado por uma sociedade e um Estado que o atiram para o subsídio de desemprego e lhe retiram todas as perspectivas de um futuro.

Por todos estes motivos, decidi associar-me à RUE, ajudando a criar o projecto RUE/POUS.

Tanto os membros da RUE como os do POUS nos identificamos com estas apreensões; por isso, lutamos para que a vontade dos povos seja respeitada, preconizamos a Paz e Solidariedade entre os cidadãos de todo o Mundo, criando redes sociais que fortaleçam a verdadeira Democracia e o verdadeiro desenvolvimento das Nações Soberanas, tendo em conta a especificidade de cada um dos seus Povos.

Pela liberdade e pela democracia, decidi candidatar-me às eleições europeias.


4 comentários:

Anónimo disse...

Lamento só hoje ter sabido da tua cadidatura no POUS ao PE.
Penso que terás a gentileza de me explicar como funciona o projecto de proibir os despedimentos.
Assim gostava de ser informado:
1 - A proibição de despedimento dos trabalhadores é universal, isto é, aplica-se a privados e públicos?
2 - Em caso de afirmativo onde pensam ir buscar financiamentos para pagar ordenados?
3 - Caso saiamos da CE, qual a moeda que vamos usar?

Grato desde já pela informação.

Saudações
Vitor

Isabel Pedrosa Pires disse...

Olá

Lamentas? Votavas em mim? eheheh

A conversa é muito longa para se confinar a este quadradinho, não sou militante do POUS mas constituí-me com um grupo de cidadãos e militantes do POUS numa Comissão chamada RUE.
Aqui vai o Link

http://rueportugal.wordpress.com/

Os despedimentos a que nos referimos é ao apoio às pequenas e médias empresas e proibir as deslocalizações (movimento sindical internacional envolvido). O dinheiro dos contribuintes é melhor empregue aí que na nacionalização das dívidas dos bancos e em subsídios de desemprego.
Mas não damos cobertura a empregados "criminosos" e fraudolentos", como como bem sabes há muitos patrões, que nada têm em nome deles.
A UE é a União das multinacionais, não querem saber das políticas sociais e finjem ter consertação social através da CES onde está a nossa CGTP (por este andar e se não estamos atentos não temos sindicatos só ONG´s e sabes bem por quem são financiadas).
Quanto à moeda, vai perguntar aos países com moeda forte da Europa se entraram no €?
Mas depois conversamos.
Porque como dizia o Principezinho, "o essencial é invisivel ao olhar".
Aceitei canditar-me poorque já temos uma esquerda em Portugal que legitima bem o poder.
Abraço

Kaotica disse...

Fantástico, Isabel quase 900 votos no Porto e nem lá fomos. A mensagem genuína passa. As pessoas ouvem e faz todo o sentido. Primeiro é preciso deter os despedimentos. Como debelar uma crise destruindo postos de trabalho e encerrando sectores produtivos? É um absurdo os Estados pagarem subsídios de desemprego em vez de apoiarem as empresas a manter os trabalhadores a produzir. O que eu estranho é que haja pessoas a desculpar os despedimentos com a crise financeira e não estranhem que os apoios sejam dados à banca e aos especuladores que geraram essa crise. Por isso há quem tivesse ouvido as propostas do POUS/RUE e tenha votado nessa lista e não noutra.

Um abraço, kamarada!

Isabel Pedrosa Pires disse...

Kaótica

Dei-me ao trabalho de ir ver os resultados em cada freguesia a nível nacional, raras são as que não temos pelo menos 1 voto, mesmo nos locais mais interiores do País.É incrível, mas a mensagem passou.

Abraço