Ministério da Educação acusa Fenprof de ligação ao PCP
O secretário de Estado da Educação acusa a Fenprof de confundir a luta dos professores com a luta politica do partido comunista. Valter Lemos diz que cinco elementos do sindicato de professores estão nas listas do PCP para as eleições europeias, o que os terá levado a agendar uma manifestação de docentes para o período de campanha eleitoral. O governante volta ainda a afirmar que o Ministério da Educação vai continuar a orientar os presidentes dos conselhos executivos para fixarem os objectivos dos docentes que não os entreguem.
2009-05-06 20:22:38
O Sr. Valter Lemos pensa que somos todos estúpidos. A manifestação estava programada para dia 16 de Maio, mas nesse dia a Igreja Católica vai trazer a Lisboa pelo menos 200 mil fies e devotos a Nossa Senhora, no sábado seguinte dia 23 o PCP vai fazer uma grande manifestação, por isso restou a data de dia 30 de Maio para os Professores e não nos confundirem com outros devotos.
Sabendo que o Mário Nogueira é do PCP e foi o Mandatário da Campanha de Jerónimo de Sousa, desta vez o Sr Valter Lemos enganou-se!



3 comentários:
Por muito estúpido que o argumento te pareça a ti; ele é bem recebido por muito eleitor não PCP.
Eu acho muito mal que se confunda permanentemente sindicalismo com uma espécie de patamar para a luta política (e esta no nível mais estricto que é o político-partidário). O que se passa com os nossos dirigentes sindicais está a anos-luz do que é um dado adquirido em muitas democracias, nomeadamente da Europa. Os sindicatos, nomeadamente as direcções, são independentes dos partidos. Isto traduz-se em coisas concretas.
Aqui vai abaixo um comentário que fiz à candidatura da lista D ao SPGL, mas que se aplica como uma luva a este post:
Considero que é absolutamente necessário estabelecer (porque nunca foram praticados pos-25A) os princípios da Carta de Amiens (Congresso da CGT francesa de 1906):
- Independência dos sindicatos, não apenas face a governos, patrões mas igualmente a partidos e outros grupos políticos ou filosóficos.
- Greve geral revolucionária, o fim do sindicalismo é a emancipação dos trabalhadores em relação ao regime capitalista; a greve revolucionária é um instrumento poderoso, insubstituível. As greves devem ser VOTADAS (A SUA MODALIDADE, A SUA DURAÇÃO E O SEU FIM) por quem as faz; não decretadas do alto
- Os núcleos sindicais elegem as comissões sindicais, as quais estão vinculadas a cumprir aquilo que as assembleias de base mandataram.
- A direcção do sindicato obedece aos órgãos seguintes: Assembleia Geral; Assembleia de Delegados; Congresso.
Pode ser destituída a qualquer momento.
A impossibilidade de uma pessoa efectuar mais de dois mandatos é um bom princípio, mas não é suficiente. Tem de haver um compromisso pessoal e colectivo seguinte:
«Nós, dirigentes sindicais, assumimos como prioritária e permanente preocupação a vida do sindicato e a defesa de toda a classe trabalhadora, sem discriminar as pessoas que nós representamos.
Dentro deste princípio, voluntariamente, renunciamos a exercer qualquer outro cargo, que não o cargo sindical para o qual somos eleitos, durante a duração inteira do mandato. Declaramos igualmente que os membros de entre a direcção que têm cartões de partidos políticos ou de outras organizações deste tipo, não detêm qualquer cargo, no momento desta eleição, nem irão candidatar-se a qualquer um durante o presente mandato da direcção sindical. Consideramos que assim somente se pode preservar a independência e transparência dos sindicatos em relação a organizações não-sindicais»
Manuel baptista
Estou de acordo, por isso penso que não deveria ser eleita para o Sindicato nenhuma lista ligada a um partido político.
"Estou de acordo, por isso penso que não deveria ser eleita para o Sindicato nenhuma lista ligada a um partido político."
O ME está felicíssimo, já ganhou o dia.
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