Terça-feira, 7 de Abril de 2009
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)
“Quem não se ocupa de política já tomou a decisão política de servir o partido dominante.”
“Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução.”
1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
Constituição da República Portuguesa, Artigo 37
Homens de barba rija que enfrentam sem temor os mares revoltosos, viviam ao lado das rendas de bilros feitos por mãos femininas com agulhas de barbela com berloques pendurando a teia de fios que davam ensejo à fértil imaginação feminina. Mancebos de honrosos berloques atreviam-se, debatiam-se contra forças indomáveis, mostrando a massa de que eram feitos os seus berloques.
Actualmente neste país vivemos numa era de importação de modelos de acção, o debate de ideias e ideológico está fora de moda como se fosse “coisa” para saudosistas.
O novo paradigma conceptual da nova sociedade tecnológica, do saber que é saber fazer, está aviltado pelos mais desirmanados políticos e intelectuais com voz na nossa praça.
Foram-se à vida as Redes de diálogo, trocas e a inquietude de lavrar o terreno das ideias. As Teias de solidariedade, dos fios apertados das rendas, transformaram-se na ambição e no descartável do consumo também dos valores e no medo de existir em conjunto.
A catarse de ser casta de superior valor por se ser político conferindo direitos divinizados, ainda está por fazer. Temos uma classe política, na sua maioria, mal-educada, pouco cidadã, irresponsável, imatura, sem ideias e sem berloques.
Precisamos Urgentemente de Ideias e de Berloques
2 comentários:
Em viagem numa zona rural do país o carro oficial do Sócrates atropela e mata um porco que se tinha atravessado na estrada. Sócrates, depois de contactar um seu conselheiro de imagem, para saber o que haveria de fazer em tal circunstância, chama o chofer do carro e diz-lhe:
«Vais ali àquela quinta onde estão aqueles velhinhos, de onde o porco provavelmente fugiu, e dizes que nós pagamos o dano causado.»
O chofer assim faz: vai ter com os proprietários e fala com eles. Após algumas palavras, estes convidam o chófer a entrar dentro de casa. O chofer demora bastante tempo mas, finalmente, lá aparece; tem o fato amarrotado, a gravata desalinhada e um sorriso de felicidade nos lábios.
Sócrates surpreendido e irritado pergunta-lhe: «Então, porque te demoraste tanto?»
O chofer responde: «Sr. Primeiro Ministro, fui lá e fiz como me tinha dito; estranhamente, eles ficaram logo muito alegres e quiseram comemorar, abriram uma garrafa de champanhe que tinham guardada, ofereceram-me o que de melhor tinham; a filha quando soube, lançou-se nos meus braços, louca, cobrindo-me de beijinhos. »
«Mas o que lhes disseste-tu afinal?» perguntou Sócrates.
O chofer respondeu: «Bem, eu apenas lhes disse que era o chofer do Primeiro-Ministro Sócrates e que tinha acabado de matar o porco...»
Cumpre-me felicitá-la pela subtileza da auto-crítica patente na escolha deste tema de Sérgio Godinho. Vem mesmo a propósito para quem está disposto a tudo para defender os interesses instalados.
Enviar um comentário