
O Cordão Humano, constituído por professores e educadores, que se realizará no próximo sábado, dia 7 de Março, em Lisboa, é promovido pela Plataforma Sindical dos Professores e, ligando Ministério da Educação, Assembleia da República e Governo (residência oficial do Primeiro-Ministro) pretende dar relevo aos que são os principais responsáveis pela profunda crise e pelo grave conflito que se arrasta na Educação.
A teimosa insistência num burocratizado e pouco qualificado modelo de avaliação que não contribui para a melhoria do desempenho dos docentes e uma previsivelmente frustrada revisão do ECD, em que ao Governo faltou coragem e, sobretudo, vontade política para eliminar a divisão da carreira docente em categorias, para além de manter as quotas na avaliação e a prova de ingresso na profissão e de não ter conseguido, sequer, apresentar uma proposta concreta para substituir o actual modelo de avaliação, são as razões mais imediatas para a realização desta Cordão Humano que a Plataforma Sindical dos Professores agora promove. Um Cordão Humano de protesto, mas, igualmente, em que se reitera a exigência de suspensão, este ano, do modelo de avaliação e uma revisão positiva do ECD.
Os professores e educadores que integrarão o Cordão Humano concentrar-se-ão, às 15 horas, em três locais distintos (Ministério da Educação, Praça do Marquês de Pombal; Lago do Rato). Pelas 16 horas o Cordão, já constituído, deslocar-se-á para a Assembleia da República tendo aí lugar, no Largo fronteiriço, pelas 17 horas, um plenário em que intervirão as organizações promotoras.
Foram, entretanto, solicitadas audiências ao Primeiro-Ministro, Ministra da Educação e Grupos Parlamentares para que seja entregue um documento elaborado pela Plataforma e expostas as suas principais preocupações, designadamente em relação ao período que resta do ano lectivo em curso.
A Plataforma Sindical dos Professores
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3 comentários:
«Como mudar de rumo»
por Manuel Baptista
Temos de exigir, colectivamente, uma mudança profunda, cada vez mais urgente, nas orientações da política económica e social neste país. Toda a população vem sentindo as políticas de contenção dos salários, desde há longos 7 anos, pelo menos, para satisfazer as exigências impostas pela UE a todos os países, com especial instistência no congelamento das despesas públicas. Ora, num país frágil economicamente, como Portugal, são as despesas públicas e a capacidade aquisitiva da sua população empregada, nomeadamente dos trabalhadores da administração pública, que tem sustentado o mercado interno, este sendo -sem dúvida- o mais importante mercado das micro e pequenas empresas, que constitui o tecido empresarial do país. Portanto, se existe crise, ela não vem apenas do exterior, ela já existia antes e foi potenciada devido a anos sucessivos de políticas unicamente destinadas a conter salários e de protecção dos lucros da banca e especuladores.
O governo do PS, embora tenha ascendido ao poder por uma maioria de votantes da classe trabalhadora, cedo se desviou das promessas eleitorais deste partido, em vez de pôr em prática os compromissos assumidos perante o eleitorado.
O que testemunhámos foi a deliberada e premeditada continuidade das políticas de ataque à classe trabalhadora, com um agravamento das disposições desfavoráveis no Código do Trabalho, a imposição de piores condições e de mais baixas reformas para todos, com o pretexto falso de salvar o sistema da segurança social, a extinção de múltiplos serviços de saúde de proximidade, havendo mesmo um início de revolta popular generalizada, que obrigou a uma mudança de ministro da Saúde e também de destruição do sistema público de Educação.
Neste último sector, a demagogia e populismo político do governo traduz-se por grandes prejuízos, que são causados -de forma duradoira- ao sistema público de ensino em si mesmo, portanto a toda a população, especialmente às crianças e jovens, à classe trabalhadora, que tem seus filhos na escola pública.
Mas o governo apenas tem para mostrar campanhas de imagem, o que, além de usar dinheiros públicos para fins de mais que duvidosa utilidade, é uma forma de se apropriar do aparelho de estado em benefício dum governo e dum partido!
As supostas «reformas» do governo na educação apenas são CONTRA-REFORMAS OU MEDIDAS DEMAGÓGICAS E ELEITORALISTAS.
Há muitos exemplos gritantes desta situação (ver: o artigo contra-reformas do governo na educação em http://www.luta-social.org/2008/08/contra-reformas-do-governo-na-educao.html).
O povo e os trabalhadores devem tirar daí as suas conclusões e participar na luta dos sectores de docentes, funcionários, estudantes e encarregados de educação que já despertaram para esta realidade e estão levando a cabo uma poderosa luta pela revogação das mais gravosas medidas deste executivo e por uma inversão do rumo catastrófico que leva o sector da educação neste país.
Manuel Baptista
Está confirmada a história dos chouriços, no "Braganza".
Ratazanas.
Do Heron.
Eles são tão medrosos que cesuraram o meu blog.
Viva a tolerância e a democracia das ratazanas!
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