Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Sobre a alegada entrega dos objectivos individuais pelos sindicalistas da FENPROF



Sobre a alegada entrega dos objectivos individuais pelos sindicalistas da FENPROF



Face à notícia posta a circular (dia 5, quinta-feira), com propósitos que todos os professores compreenderão, de que os sindicalistas da FENPROF teriam feito a entrega dos objectivos individuais de avaliação, o Secretariado Nacional da FENPROF, reunido em Lisboa, esclarece:



Do conjunto de mais de 1.000 dirigentes dos Sindicatos que integram a FENPROF é praticamente nulo o número dos que entregaram esses objectivos;
Significativo é que o número de professores que, por todo o país, não entregou os objectivos individuais é, de facto, muito elevado. Em distritos como Guarda ou Vila Real, dos poucos em que os prazos já terminaram na grande maioria das escolas, cerca de 80% dos professores decidiu não entregar os objectivos individuais;



Relativamente aos raros dirigentes que, eventualmente, tenham entregado os objectivos individuais, a FENPROF considera que deverão demitir-se do cargo que ocupam;



A FENPROF denuncia, ainda, que foram levantadas suspeitas sobre dirigentes seus que, efectivamente não entregaram os objectivos individuais.
Para a FENPROF, contudo, notícia é que, apesar das pressões ilegítimas e das mentiras que se abateram sobre os professores, tivessem sido verdadeira excepção os dirigentes que entregaram objectivos individuais e ascendam a dezenas de milhar os professores e educadores que o não fizeram, confirmando a completa descredibilização de um processo de avaliação que há muito saiu da normalidade


.

Todavia, neste clima de vale-tudo, compreende-se que para o jornal Diário de Notícias, os dois últimos títulos sobre avaliação tenham sido " Os professores jáaceitam a avaliação" (3.2.2009) e "Sindicalistas da FENPROF entre os primeiros a avançar com a avaliação" (5.2.2009).



Por fim, a FENPROF apela, aos professores das escolas cujo prazo ainda não se esgotou, que reforcem a luta não entregando os objectivos individuais. Neste processo, os Sindicatos da FENPROF apoiarão todos os professores que, por não terem feito entrega dos objectivos individuais, possam ser importunados.




O Secretariado Nacional da FENPROF



5/02/2009




AQUI



Começo por copiar para aqui um breve trecho do blogue do JP Videira Os Dias do Fim




".....fenómeno generalizado mas não maioritário.
do universo dos colegas que entregaram os O.I., fazem parte professores das mais diversas proveniências. não há sindicato, não há movimento, não há sector, região ou escola que possa garantir que ninguém entregou. se houver, grite-o bem alto. urge fazê-lo. donde se infere que será pouco prudente alguém reclamar para si a inexpugnabilidade de um grupo de professsores nesta acção. será pouco adequado culpabilizar os sindicatos por quem o fez. quem o fez está em todo o lado. mas, felizmente, não é a maioria....."



E o meu comentário ao Post:



  • Esta "conversa da treta" que dirigentes entregaram os OIs já a ouvi em contextos idêndicos nos momentos de luta.


  • Poderiamos chamar o "Xanax" dos cobardes!


  • Arranjam um boato destes para desculparem a si próprios a sua intolerável cobardia, assim dormem quem nem um pote de químicos. E quanto ao outros, até parece que os estou a ouvir: - Ah pois entreguei! Até os Dirigentes dos Sindicatos(???) entregam, é porque é para entregar, eles a mim não me enganam, somos cobaias, ...etc....


  • O Tuga xico esperto que na nossa classe também há!


  • Quando vou a uma Escola mobilizar para uma acção de Luta e encontro um colega que me começa a pôr defeitos no Nosso Sindicato, eu respondo logo: Ok, já sei que não vais fazer greve, mas não desmanches no produto!


  • E ainda acrescento. Não conheço ninguém no meu Sindicato, por essa dos Sindicatos é uma figura retórica da irresponsabilidados se o fizessem pediriam a demissão do cargo. Para isso temos Suplentes.


  • É importante tentar perceber que as verdades de cada um mudam radicalmente consoante o contexto.


PS: Atenção! Mártires é que são impensáveis! A Joanna D´Arc já morreu há muito anos.


















2 comentários:

Kaotica disse...

O que importa mais não é quem entregou os objectivos individuais mas quem vai apoiar os que tiveram a coragem de não os entregar em nome da luta que é de todos. Assim se separam as águas dos que se procuram livrar do peso da avaliação e a contestam, dos que para além disso defendem a escola pública em consciência. É evidente que os sindicatos são corporativistas e existem para defender a carreira dos docentes. Mas as pessoas em geral devíamos estar todas a defender a escola pública e cada um os direitos do trabalho, por isso uma grande marcha generalizada de todos os sectores se impunha e se justificava.
Mas os sindicatos vão fazer duas ao lado?
Uma dos professores, sozinhos, isolados e outra da CGTP. O que irá a Plataforma dizer a esta estratégia de luta?

AnaLee disse...

A marcha da CGTP, a 13 de Março, não é uma decisão dos sindicatos de professores. Nela participarão como participam em todas as lutas, em nome da defesa dos direitos de quem trabalha, em nome dos principios da solidariedade e da união que são apanágio dos sindicatos que o são verdadeiramente!
Depois há as lutas sectoriais e umas não precludem as outras, antes as acrescentam.
Nenhum de nós anda sózinho, os professores já mostraram que não estão isolados, 120.000 não dão nenhuma imagem de isolamento ou dão?
E os pais com olhos na cara, e a opinião pública que pensa também estão ao lado dos professores e da sua batalha pela melhoria da escola publica.
Os professores e os seus sindicatos farão uma marcha, ou manifestação, ou desfile, ou o que se lhe queira chamar, para assinalar e não deixar caír no esquecimento a sua memoravel manifestação de 8 de Março do ano passado; integrarão com muita honra a manifestação da CGTP e farão de seguida todas as marchas, promoverão todas as formas de luta que forem necessárias e pertinentes para levarem a bom porto a sua razão.
Os compromissos assumidos a 8 de Novembro serão honrados e a marcha nacional está entre eles se bem me lembro.
Nenhuma forma de luta está a mais, nenhum de nós é dispensavel, a força de quem defende o que é justo é a força de um colectivo!