Manuel Alegre: são precisos "homens de grande estatura" e "soluções de esquerda" para combater a crise
Alegre realçou o esforço de "convergência à esquerda" do BE, cuja convenção nacional decorre este fim-de-semana em Lisboa, e do seu líder, Francisco Louçã, com vista a "quebrar um tabu muito grande, que é do incomunicabilidade" entre as diversas correntes de esquerda.·
Na sua opinião, "à esquerda não há inimigos políticos", mas antes "adversários" que devem "debater ideias"
"Estamos hoje perante a crise mais grave" desde a II Guerra Mundial, disse Manuel Alegre aos jornalistas, em Coimbra.
O deputado do PS frisou que se verifica agora, ao nível global, a "falência ideológica do modelo neoliberal", 20 anos depois da queda do Muro de Berlim, que simbolizou, por sua vez, a desagregação da União Soviética e da maioria dos países aliados.
Neste quadro, "à escala nacional e europeia, é preciso reinventar soluções de esquerda".
Manuel Alegre falava esta tarde em Coimbra, à margem de uma reunião do Conselho de Fundadores do Movimento Intervenção e Cidadania (MIC), órgão a que preside
Informativo-Notícia 2009-02-07 17:Público



7 comentários:
E unidade para quê?
Com Manuel Alegre? Mas não esteve sempre com o PS nestes anos todos?
O que falta à esquerda é tirar as palas que tem nos olhos.
Falar sem ser conatado com esta ou aquela cor, aprender com as ideias dos outros,discutir,ouvir, estar atento e informado.
Este é o dever de cidadão.
Infelizmente cá na terrinha ainda existem muitos ódios de estimação.
Foi um prazer conhecer-te.
Beijokas
Mariazinha
Eles pensam que não mas estão carregados de preconceitos e também não querem perder a "sua quinta".
Assim não vão a lado nenhum.
Teria que haver mais cidadania e "berloques" para porem acima de tudo os destinos do país.
Beijinhos
Por vezes estas dissidências já não têm um fundo ideológico a separá-los, mas ressentimentos, como me sugere a dinâmica pessoal do caso. Seja ou não assim, aqui mais parece um canto de sereia dum autarca a deslizar para as fraldas do PS. J
Este Manuel Alegre é eterno um dissidente: desliza ou não desliza, sai ou não sai, faz que anda ou não anda, faz que faz ou não faz? As grandes decisões eleitorais estão à porta… e é preciso definir ABRIL DE NOVO. O homem é de esquerda, está incompatibilizado (ou ressentido) com a deriva direitista do PS (= partido do Sócrates), ainda se lembra do seu passado antifascista e de lutador anti-salazarista na Frente Patriótica de Libertação Nacional, na Argélia.
Mas este PS esta irreconhecível e incompatível. Mas a unidade de esquerda sempre foi precária, mesmo dentro da política de união das forças progressistas e populares consignada por Dimitrov na década de 1930, quando mais agora. É preciso valorizar o que nos une, mas o que nos separa é um mundo ideológico fragmentado com doridas experiências.
Desculpe, Mariazinha!
Olhar para o Manuel Alegre e ver algo de credível só é possível com palas duplas ou triplas nos olhos.
E mais não adianto, porque, obviamente, não tem conhecimentos suficientes da história política para polemizar.
E, se tem, e faz essas afirmações, então a questão é outra e mais lamentável.
O MA! Ehehehehe
Este anónimo é dos meus!
Provavelmente era exemplos destes que o Platão foi buscar quando excluiu os poetas da sua República!
O Manuel Alegre faz-me lembrar o Portugal que podia ter sido mas não foi... falta cumprir-se o Manuel Alegre.
No entanto eu compreendo o ponto de vista dele: as mudanças a seu ver fazem-se por dentro e às vezes um bocadinho dentro e fora. Faz-me lembrar aquela velhíssima anedota: Ó homem ou dentro ou fora, isso é que não é posição para um homem!
O Manuel Alegre perdeu o timming (porque quis perdê-lo?!) - podia ter formado um grande partido para retomar Abril, aquando da sua grande vitória nas presidenciais. Mas ele até gosta daqueles almoços com o Socas, sei lá. Estar perto do Socas é estar perto do poder, isso é que é ser realista, caramba, tudo o mais são amendoins.
Só espero que ele não faça como a tromba de elefante da anedota.
Desejo-te uma óptima semana de luta! (Fiquei feliz com as notícias: desistiram do absurdo do 7/Mar; os CEs deram-lhe forte e até a APEDE veio apoiar a estratégia dos sindicatos.)
Entretanto muitos não entregaram os objectivos individuais e o Machaqueiro diz que não é para entregar também a ficha de auto-avaliação: só que os conselhos transitórios vão se instalando definitivamente, o Director está para ser eleito e a Gestão vai de vento em pompa. Tarda nada temos o Agrupamento gestor de empresas só falta depois a Municipalização e é o fim da Escola Pública.
Quantas lutas ainda temos por que lutar! E olha que essas dizem mesmo respeito a todos nós!
Um abração e beijos ao berloques!
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