domingo, 8 de Novembro de 2009

8 de Novembro de 2008

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

OUTRA VEZ SANTANA CASTILHO

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Por Santana Castilho*

Com Isabel Alçada e este pano de fundo, espera-nos uma aventura de curvas à direita e contra-curvas à esquerda

Aqui me têm como sou, dizendo aos que têm a generosidade de me ler o que me vai na alma. Não sou hipócrita nem cultivo falsos respeitos. Se vejo claro o que aí vem, por que insípida postura me iria escudar em convenientes benefícios de dúvida? Qual benefício para quem afirmou, com sorriso de leste a oeste, à espera dos aplausos da plateia, dar o seu "inteiro apoio à política educativa que tem vindo a ser seguida" e considerar "que é importante a prossecução e aprofundamento do trabalho que tem vindo a ser realizado"?

Esta é a segunda referência escrita que faço à actual ministra da Educação. A anterior já me valeu três mimos: inconveniente, radical e extremista. Assim seja. Sou inconveniente para os dissimulados e radical para os que se especializaram em protelar. Aceito o extremismo. Mas mais extremistas que eu são os que atacaram extremamente os professores, a escola pública e o ensino sério. E esses vão continuar, enquanto não se lhes responder de forma extremamente resoluta.

De Isabel Alçada conheciam-se meia centena de livros de fantasias para crianças. Mas nenhuma ideia expressa sobre Educação, para adulto ler. Hoje já temos três discursos políticos, bem recentes, e um quadro de comunicação não verbal, que só escapa aos incautos. Tudo visto, são discursos que revelaram uma organização de ideias confrangedora, recheados dos clichés repetidos ad nauseam durante os últimos quatro anos, medíocres do ponto de vista da semântica e da construção frásica, onde os erros de concordância surpreendem.

Ficou-lhe mal elogiar tanto o seu Plano Nacional de Leitura. Esse e o da Matemática. Os planos nacionais são expedientes a que se recorre quando as primeiras instâncias falham e não se sabe corrigir o que está mal. Custam muito dinheiro, jogado em cima do que já existe para obter os mesmos resultados. No caso da leitura, o plano sucedeu a anos a menosprezar o ensino do Português, a substituir os clássicos por panfletos de cordel e a tornar a gramática para crianças numa charada de linguistas. No que toca à Matemática, entregou-se a concepção e a execução do plano aos que tinham sido apontados como responsáveis pela situação que o mesmo se propunha corrigir. Sem mais! Esta é a sinopse do verdadeiro contexto de elogios ocos.

Ficou-lhe mal dizer que o Magalhães e o plano tecnológico nos tinham colocado na primeira linha do desenvolvimento. São tiques de deslumbramento terceiro-mundista, sem credibilidade, que minam o desejável recato de qualquer começo. Ficou-lhe mal a alusão encomiástica às novas oportunidades e ao ensino profissional. Os professores sabem que, descontadas poucas situações de funcionamento sério, uma e outra iniciativa são farsas e manipulações grosseiras das pessoas e das instituições. Ficou-lhe muito mal a protecção que deu à clausura das crianças na escola, de sol a sol, e a cobertura que não regateou à moderna escravização administrativa dos docentes. Foi-lhe desfavorável a versão, inverosímil, segundo a qual o convite e a aceitação surgiram momentos após a sua declaração pública em contrário e escassas horas antes do anúncio oficial. Aceitaram os que acreditam no Pai Natal. Numa palavra, fez o suficiente para que nenhum professor prudente acredite nela. Para início e em tão pouco tempo, pior seria difícil.

Não espanta que Isabel Alçada seja ministra sem anteriormente ter sentido necessidade de dizer o que pensa do sistema educativo. Sócrates pensará por ela. Lurdes Rodrigues já pensou por ela. Aliás, no fim da cerimónia de remodelação governamental, a agora ex-ministra foi profética quando sublinhou, repetidas vezes, com o cinismo que a caracteriza, a sua muita confiança no novo Governo. Os mais atentos sabem que tem razão, porque Isabel Alçada não tem identidade política. Melosa e sorridente, foi alistada para continuar a contar histórias, agora aos professores. Da política tratará Sócrates, Silva Pereira, Santos Silva e Francisco Assis.

Fala-se muito no poder da Assembleia da República para corrigir os erros de política educativa da anterior legislatura. Mas desvaloriza-se, nessa fé, a circunstância de Sócrates não os reconhecer. Desvaloriza-se, nessa compreensível ânsia de sacudir um jugo de quatro anos, que uma coisa é a cavalgada fácil do descontentamento generalizado, para colher votos, outra é entender a importância estratégica da Educação. Como tal, a realidade mostra que os partidos, todos os partidos, a ignoram.

Imediatamente após ter sido indigitado primeiro-ministro, Sócrates assumiu, para espanto dos sensatos, que tanto lhe dava uma coligação com o PSD, como com o PCP, CDS ou BE. Revelou assim, sem delongas, a ideologia do PS que lidera e a manhosice que porá na navegação táctica que se segue. Na peugada, aliás, recordo-o para os de memória curta, de Soares e Guterres: o primeiro meteu rapidamente o socialismo na gaveta, para governar com o CDS; o segundo trocou sem rebuços a coerência política por umas fatias de queijo Limiano.

Com este pano de fundo, espera-nos uma aventura de curvas à direita e contra-curvas à esquerda. No primeiro cruzamento, podemos ser surpreendidos por um paradoxo: para suspender tacticamente um modelo de desempenho que já não existe, reforçaremos estrategicamente um poder que se instala sob a nossa ingenuidade. Não me entendem? Estejam atentos aos próximos capítulos!

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Quem é o Caim?

 

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No sítio pessoal na Internet, o vice-presidente do Partido Popular Europeu (PPE), Mário David,   eleito pelo PSD, escreveu: “Há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa!”
“Tenho vergonha de o ter como compatriota! Ou julga que, a coberto da liberdade de expressão, se lhe aceitam todas as imbecilidades e impropérios?”, questiona o eurodeputado.
No sábado, José Saramago lançou o novo livro, “Caim”, e considerou a Bíblia “um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”.
Na sequência destas afirmações, reagiram vários representantes da Igreja Católica e da comunidade judaica em Portugal, criticando Saramago e acusando-o de estar a fazer um golpe publicitário para promover o livro.
“Se a outorga do Prémio Nobel o deslumbrou, não lhe confere a autoridade para vilipendiar povos e confissões religiosas, valores que certamente desconhece mas que definem as pessoas de bom carácter”, escreve ainda Mário David na Internet.
Contactado pela agência Lusa, o eurodeputado disse que as afirmações “são pessoais e não representam o partido” porque foi eleito. “Não estou interessado em entrar em polémica”, afiançou, acrescentando que também não quer “contribuir para dar publicidade ao livro”.
Questionado se já leu “Caim”, ironizou: “Não li, nem vou ler. Ou é obrigatório?”.
“Esta posição é pessoal e vincula-me só a mim. Nem sequer sou católico praticante, mas tenho o direito à indignação”, justificou, acrescentando que se sentiu “violentado” pelas declarações do Nobel da Literatura sobre a Bíblia, que, na sua opinião, são “atentatórias da consciência e sentimentos dos outros”.

O eurodeputado social-democrata Mário David exortou hoje o escritor José Saramago a renunciar à cidadania portuguesa por se sentir “envergonhado” com as recentes declarações do Nobel da Literatura sobre a Bíblia.

Público

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Quando vai chegar a hora dos Professores?

Dedicado aos Vencedores das Eleições (Parece que foram todos!)

sábado, 10 de Outubro de 2009

Obama Ganhou o Prémio Nobel da Paz





Mário Soares: "Foi a melhor escolha possível"

 
09.10.2009 - 13h47
Foi uma notícia que me deixou radiante. Porque é justa, porque é inesperada e é sob todos os aspectos excelente. Felicito o júri do Nobel pela sua coragem e lucidez. Realmente, ninguém tem mais condições para ganhar o Prémio Nobel da Paz do que Barack Obama. Porque é um homem da paz. Porque é um humanista. Porque é um homem de grande lucidez e inteligência política. Percebeu como ninguém que o mundo tem de mudar. Da mesma maneira que ele está a mudar a América, está a mudar a postura dos Estados Unidos no mundo. Com ele, a América aceitou o multilateralismo. Está a falar com a China, com a Rússia, com o Brasil, com o mundo árabe, com os africanos, com a América Latina e, obviamente, com a Europa. Para pôr em marcha uma cultura de paz e para poder transformar um mundo em guerra e pleno de conflitos de vária ordem num mundo dialogante, que perceba que a única possibilidade de fazer mudar as coisas é fazer a paz. Por isso acho que foi a melhor escolha possível. Obama merece-o como mereceram Mandela e tantos outros que se bateram a favor da paz.
 
Público

Não estou de acordo com a afirmação, mas Mário Soares sabe que alguns de nós sabemos que estes prémios obedecem a estratégias que estão para além do domínio comum. Nem nos vão explicar! E que há uns Saramagos da nossa "praça" e do Mundo Global que nos vêm dizer umas banalidades cheias de Fé e Esperança, como se fossemos um bando de atrasados mentais.
Comparar Obama com Mandela é ofensivo e é preciso não esquecer que SarKozy estava no mesmo pacote dos indigitados para este prémio na altura das candidaturas.
 
Como dira Saramago no seu melhor: "Perdoai-lhes Senhor que eles não sabem o que fazem, e o futuro a Deus pertence"!
Aos Senhores da Guerra.
Amén

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Reflexão Pós Eleitoral//Compromisso à Esquerda



Em tempo de Eleições e Reflexão, publico a Carta de demissão do PCP de Domingos Lopes.


"Ao cabo de quarenta anos de militância no partido, chegou a hora de dizer, neste momento, adeus."
Assim começa a carta de demissão que Domigos Lopes escreveu ao PCP. Leia aqui.

Camaradas: Ao cabo de quarenta anos de militância no partido, chegou a hora de dizer, neste momento, adeus.
É difícil imaginar-me a escrever-vos por este motivo tão seguro estava da minha filiação e de, tantas vezes, ter pedido a outros que adiassem a decisão de saída para momento posterior. Eu próprio deitei mão de todos os pretextos para um adiamento na vã expectativa que algo acontecesse e as coisas não tivessem de ser resolvidas deste modo.
Começo por relatar um facto que nunca pensei que pudesse vir a acontecer no PCP e que revela o modo como a direcção encara e lida com os seus militantes. Há oito anos propuseram-me ser cabeça de lista à Assembleia Municipal do Alandroal, tendo sido eleito e cumprido sem que tenha havido o menor sinal de desentendimento entre todos os eleitos da CDU e entre estes e a direcção do partido. Até hoje, tendo em vista as novas eleições, ninguém me contactou, mas fizeram constar que eu tinha recusado o cargo e por isso foram obrigados a candidatar outro.
O mais triste é que esta direcção já não é sequer capaz de assumir a divergência e muito menos a exclusão.
Será, porventura, por não ser capaz de reunir argumentos crediveis para a tomada da decisão diante dos próprios militantes e da população do concelho? O que se passou? O que se está a passar?
A lenta mas inexorável transformação de um grande partido nacional num partido de fé.
Participei no processo que levou o partido de três a quatro mil militantes a um partido que chegou a ter duzentos mil.
Os militantes eram um verdadeiro elo de ligação do partido aos centros mais dinâmicos e decisivos da sociedade. Essas gerações de jovens, mulheres e homens estavam profundamente ligadas aos trabalhadores e outras camadas sociais, designadamente, à juventude e à intelectualidade.
Enquanto funcionou esta ligação dos militantes à direcção, levando-lhe a realidade da vida e os seus contextos, trazendo da dialéctica da discussão o melhor rumo para a acção, as coisas estiveram bem, apesar das múltiplas contrariedades.
Quando o avanço da direita limitou o espaço do partido e os militantes se confrontaram mais intensamente com a vida interna, surgiram diversos casos, cuja resolução , à distância do tempo, permite vislumbrar um processo em que em vez de se tentar estancar o afastamento de militantes, antes se facilitou com os conhecidos clichés empregados em relação aos menos "seguros".
Ficou claro que o centralismo democrático tal como o entende a direcção do Partido é um modo mais ou menos expedito de controle da linha política por si definida e da promoção dos quadros que com ela se identifiquem.
Só assim se entende a obstinação da direcção em promover como "estilo" do PCP o voto de braço no ar para as eleições de cargos directivos. Creio não haver no mundo inteiro outro partido com semelhante prática.
É secreto exactamente para permitir ao votante a liberdade máxima de escolha. Só assim se entende o estilo da liberdade total para os militantes se pronunciarem, mas com a certeza de que no final da reunião o camarada responsável irá concluir de acordo com as directivas traçadas pela direcção...independentemente do que disseram os militantes.
As reuniões, em geral, servem para confirmar as directivas da direcção. Entretanto os sinais de esperança, que a eleição do camarada Carlos Carvalhas suscitou e a aprovação pelo Comité Central do Novo Impulso, rapidamente foram suplantados por outros de retrocesso.
Contrariando a orientação que impunha aos dirigentes do partido a restrição de não falar para a imprensa sem consulta prévia à direcção e fora da sua orientação, A. Cunhal deu conta a jornais estrangeiros, nomeadamente ao El Mundo de Espanha que havia um sector liquidacionista na direcção do PCP.
São instaurados processos disciplinares com vista a sancionar destacados militantes dirigentes do partido como Carlos Brito, Edgar Correia, Carlos Luís Figueira.
Estes factos abalaram profundamente o partido. Os primeiros casos foram mais mediáticos, mas desta vez o processo atingiu o próprio aparelho central e regional do partido. Este processo de "purificação" tem levado à saída de centenas de quadros do partido.
No plano internacional, como é bem sabido, a direcção do PCP sempre apresentou a URSS e os países socialistas em geral como exemplo. Persistiu até ao fim nesse enfoque da exemplaridade dos países socialistas. Porém, a derrocada daquele projecto agudizou os conflitos internos. Mas dentro do partido, a resposta num primeiro momento foi corajosa, só que, na prática, significou uma tentativa de manter as fraternais relações com o PCUS e de amortecer a insatisfação gerada com os acontecimentos e a respectiva falta de explicação.
O último Congresso do partido passou uma esponja pelo congresso extraordinário de Loures, o que confirma o que acabámos de escrever. O PCP continua a ser o único partido no mundo que mantém o apoio à invasão da Checoslováquia, em 1969, pelas tropas do Pacto de Varsóvia, ao golpe militar da Polónia que levou Jaruzelsky ao poder, à invasão do Afeganistão pelas tropas da URSS.
Como se pode continuar a defender que as tropas do Pacto de Varsóvia invadiram, há quarenta anos, a Checoslováquia para defender o socialismo contra os trabalhadores e a população de Praga? Com que autoridade politica e ética pode a direcção do PCP continuar a defender essa invasão, quando todos os partidos dos países daquele Pacto já condenaram a sua própria conduta, incluindo o então Partido Comunista da Checoslováquia?
Quando os trabalhadores e o povo não defendem o socialismo do ataque dos seus inimigos, algo vai muito mal e a História demonstrou que por mais bem-intencionados que tenham sido as invasões (se é que foram), acabaram por não resultar.
A direcção do PCP considera, de acordo com o seu último congresso, que países como Coreia do Norte e China se orientam para o socialismo quando o primeiro não passa de uma ditadura familiar brutal que abusivamente se apoderou do simbolismo do socialismo para o ridicularizar e em vez de garantir a alimentação da população, gasta os seus recursos na loucura da corrida ao armamento atómico ; o segundo emerge como uma ditadura do aparelho do partido e do aparelho militar com vista à implantação do capitalismo com o mínimo de sobressaltos sociais.
No plano europeu quais são as propostas que vão no sentido de contribuir para a unidade de todas as forças europeias que se opõem a esta orientação neo-liberal e belicista da União Europeia? Apenas a recitação de que os destinos de Portugal se decidem em Portugal ...Este solialismo não é criador de nada. Apenas de vazio .
A direcção do Partido escudou-se numa espécie de cartilha verbalista pseudorevolucionária cujo objectivo principal é manter o seu poder no partido mesmo à conta do afastamento de milhares de militantes e dirigentes.
A direcção do PCP deixou de se preocupar com a orientação ideológica dos seus militantes, substituindo-a pela fidelidade a um receituário de slogans verbalistas, totalmente desligados da vida. A direcção do partido abandonou o projecto sindical unitário que corajosamente defendeu durante dezenas de anos e que levou , não obstante a criação da UGT pelo PS, PSD , CDS e Companhia,à criação da grande central sindical que é, mesmo no contexto mundial, a CGTP.
Essa orientação sectária explica o apoio a listas sindicais do partido para tentar em vão derrotar direcções unitárias, com militantes do partido na direcção. O controleirismo, paradoxalmente, atingiu niveis que nunca se tinham verificado antes do 25 de Abril de 74.
Os militantes do partido tinham autonomia dado que não era possível telefonar para a sede a saber o que podiam fazer. Tinham uma orientação geral e aplicavam-na, ajustando-a à realidade. Essa autonomia que o Novo Impulso pretendeu restituir aos militantes ficou pelo caminho, tal foi a resistência do aparelho do partido.
Se os militanes militassem e não cumprissem apenas tarefas o partido bem podia dispensar umas boas dezenas de funcionários. A direcção do PCP abandonou toda uma incomparável história de luta pela unidade democrática, em torno da revolução democrática nacional e pela consolidação da revolução de Abril.
A direcção do partido usa hoje as organizações sociais, ao contrário do que era a sua tradição política, para lá colocar os seus homens e mulheres que lhe garantam que essas organizações só farão o que o partido achar que devem fazer, liquidando deste modo a sua matriz plural, dinamizadora de um forte movimento popular de massas.
Hoje, a direcção não tem qualquer proposta a fazer às outras formações e forças políticas de esquerda para derrotar a política neo-liberal conduzida pelo PS. Nem sequer já é capaz de o fazer para as eleições autárquicas de Lisboa, como já fez no passado. Quais são as propostas do PCP para fazer sair o país da crise?
Está o PCP em condições de sozinho fazer sair o país da crise? Se sim, como vai chegar ao poder? Se não está em condições de o fazer sozinho com quem vai fazê-lo? Qual é a proposta para desvendar os caminhos para sair da crise? Basta atentar na Resolução Politica do último Congresso para se ficar a perceber que o programa do PCP é o reforço do PCP. Mas esse reforço, que se compreende, a que se destina?
Uma política de esquerda passa seguramente por uma ruptura com a política do PS/Socrates. Mas PCP e BE não chegam para formar governo.
É ou não preciso algo mais para essa ruptura? Dentro do PS e do seu eleitorado não é possível vislumbrar actores sociais que possam vir dar corpo a uma maioria que rompa com este ciclo?
A propósito dos resultados eleitorais das últimas eleições para o Parlamento Europeu, que dizer da análise dss votações realizada pelo CC que considera que o facto mais relevante foi o crescimento do PCP … Que o PCP teve mais votos e percentagem é indesmentível, mas tal facto pode esconder que o BE passou o PCP e teve um crescimento enorme em votos, percentagem e deputados? Ainda bem que o PCP cresceu, mas só um sectarismo cego e surdo é que não vê o que todos vêem.
Camaradas: Pensei, tal como outros camaradas, que um dia seria possível alterar estes aspectos negativos. Tal como pensam muitos camaradas que permanecerão no partido, animados por essa esperança... É difícil ao fim de tantos anos de militância assumir a ruptura. O mais doloroso de tudo isto é que eu, apesar da idade, considero-me igual ao jovem recrutado pelo mês de Setembro, dos idos anos de 1969, após a extraordinária greve às aulas e exames na Universidade em Coimbra.
No meu ideário nada mudou, a não ser a necessidade de repensar as experiências históricas e continuar o combate pelo socialismo em que a liberdade, a democracia, e os direitos políticos, económicos, sociais, e culturais de todo o povo andam de braço dado, como componentes essenciais e inseparáveis.
O socialismo que concilie as liberdades e os direitos individuais, com a liberdade e os direitos das grandes massas populares, numa economia onde os sectores chave estarão ao serviço da comunidade. Nestas batalhas que teremos pela frente encontrar-nos-emos de certeza todas e todos os que estão convictos da derrota do capitalismo, da superioridade do socialismo expurgado das perversões que conduziram ao seu fracasso.
A riqueza e a vida não cabem obrigatóriamente numa organização. Os caminhos para o socialismo serão cada vez mais variados. As fórmulas que já tinham morrido, morreram. Definitivamente. Caberá aos trabalhadores no seu conjunto e aos cidadãos encontrar os caminhos, ora estreitos, ora largos, que os hão-de libertar do capitalismo. Tal desígnio não está atribuido deterministicamente a este ou àquele nucleo dirigente. Só será possível ser alcançado, quando as grandes massas trabalhadoras se empenharem. Saber perscrustar os contextos sociais e o tempo subjectivo, propor mudanças e transformações amplamente assumidas pela maioria do povo é essencial. Novas batalhas surgirão. A História não acabou.
Lisboa, 07/09/09
Domingos Lopes
(Tirada da Internet)

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Pela Blogosfera




Blogue de António Avelãs, Presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa.
Escritor de pena leve e opiniões a pôr à prova.
A acompanhar e comentar.
Parabéns António Avelãs!

sábado, 3 de Outubro de 2009

DIA MUNDIAL DO PROFESSOR


PARTICIPA

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Compromisso de esquerda



Proposta de compromisso à esquerda circula na internet
Circula por correio electrónico uma proposta de abaixo-assinado, que pretende recolher apoios para compromisso entre os partidos de esquerda. PS-BE-CDU



Pode assinar o manifesto aqui

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

PS, CDU e BE devem procurar “solução de Governo”



Movimento de cidadãos lança apelo
PS, CDU e BE devem procurar "solução de
 Governo"
 
30.09.2009 - 20h18 Maria José Oliveira
Um movimento de cidadãos oriundos de vários quadrantes ideológicos da esquerda lançaram hoje o apelo para que o "umbigo" de cada partido da esquerda "não seja superior ao interesse nacional".
Perante os resultados das legislativas, que deram à esquerda uma maioria parlamentar, os subscritores do movimento "Compromisso à Esquerda" defendem um entendimento entre o PS, a CDU e o Bloco de Esquerda (BE) para que seja alcançada uma "solução de governo", que poderá passar por uma coligação ou por acordos de incidência parlamentar.
Isto mesmo foi apresentado hoje à tarde, numa conferência de imprensa, realizada no café Martinho da Arcada, em Lisboa, que reuniu alguns dos promotores da iniciativa, como o sindicalista Ulisses Garrido, a actriz e encenadora Maria do Céu Guerra, o ex-membro do Comité Central do PCP Fernando Vicente, e os professores universitários Ana Paula Fitas e André Freire.
No manifesto "Compromisso à Esquerda – Apelo à estabilidade governativa" (disponível no site www.compromissoaesquerda.com), os signatários escrevem que os resultados de domingo revelam que os eleitores têm "uma inquestionável vontade de entendimento entre os partidos da esquerda".Afirmação que André Freire justificou com as indicações dadas pelas sondagens, nas quais os inquiridos declararam preferir, na eventualidade de o PS vencer sem maioria absoluta, alianças à esquerda. Os subscritores deste apelo rejeitam para já imputar ao PS a responsabilidade de avançar com prováveis entendimentos com o BE e com a CDU, optando por afirmar, como o fez Ana Paula Fitas, que a "abertura" e "boa-fé" devem partir das três forças. "Seria um sinal de maturidade política e democrática se as esquerdas se decidissem agora por uma união", sustentou a investigadora.
Por ora, os autores do apelo defendem que os partidos "não devem fechar-se nos seus casulos", notou Garrido, e têm agora a oportunidade para contrariar um afastamento com mais de 30 anos. "A situação portuguesa é minoritária na Europa", lembrou Freire, apontando os entendimentos à esquerda no Chipre, em Espanha, em França, na Itália. "A cooperação entre partidos não resulta no fim das identidades partidárias", acrescentou. E neste argumento foi secundado por Camilo Mortágua, fundador da LUAR e agente de desenvolvimento local, que lamentou a "dificuldade de trabalhar em equipa e a falta de assimilação da chamada cooperação conflitual".
A votação no CDS/PP, que alcançou o terceiro lugar nas legislativas, e a possibilidade de o PS optar por firmar mais acordos à direita, esteve também na origem desta iniciativa. Mas os criadores desta iniciativa entendem que o PS "tem demonstrado disponibilidade" para que os diálogos sejam feitos preferencialmente com a esquerda. E desvalorizam as "reacções tradicionais" do BE e da CDU, que já admitiram confrontos futuros com o Governo minoritário do PS. "São reacções tradicionais. É uma afirmação identitária de cada uma das forças políticas", comentou Ana Paula Fitas.

O Povo Português agradecia

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Grande analista político analisa a vitória de Sócrates.

Não é competência é coreografia!



http://www.ionline.pt/itv/18398-exclusivo-i-especialista-analisa-discurso-vitoria-socrates

sábado, 26 de Setembro de 2009

Nós queremos a Mudança




Quando Paulo Portas e Manuela Ferreira Leite vêm prometer aos professores a alteração do seu estatuto profissional, não sejamos ingénuos. Foram eles que fizeram o Código do Trabalho, que Sócrates refinou o com a “flexigurança” da União Europeia, que destruiu os contratos colectivos de trabalho e acentuou a precariedade dos trabalhadores e os ataques às suas organizações sindicais.As pessoas querem a mudança!

É por isso que o desejo de mudança exige que, a seguir a estas eleições, os partidos de esquerda conjuguem esforços para responder aos problemas dos trabalhadores e às necessidades do nosso país.

Dizem-nos que isto é impossível. Mas tudo vai depender da nossa vontade, da vontade do conjunto dos trabalhadores.

Eu, como dirigente do maior sindicato dos professores, o SPGL, estou convicta que aquilo nós professores começámos a fazer, numa unidade completa, indica o caminho que é necessário prosseguir.

Como candidata do POUS continuarei a agir para que a unidade dos professores com os seus sindicatos se estenda a todos os outros sectores, criando assim condições para um Governo de unidade de esquerda.

Por que é preciso reforçar a organização que luta para concretizar este objectivo é fundamental o voto no POUS.

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Ligação Directa //Retribuição

domingo, 20 de Setembro de 2009

Manifesto Eleitoral POUS / Legislativas 2009


Candidata e cabeça de lista por Leiria, educadora de infância nascida na Marinha Grande em 1955
Manifesto eleitoral dos candidatos das listas do POUS à Assembleia da República



Combater pela defesa da soberania da Assembleia da República, cuja concretização passa pela constituição de uma larga maioria de deputados eleitos pelos partidos que se reclamam da defesa dos trabalhadores que se oponha, de forma unida, à política de destruição de Portugal levada a cabo pela União Europeia.
Defender a constituição de um Governo saído do acordo entre estes partidos – PS, PCP, BE – para proibir os despedimentos e unir os trabalhadores de todos os sectores, em torno de um projecto político de reconstrução do nosso país.
Agir para que se criem as condições que levem à realização deste objectivo, participando na organização de uma Conferência pela proibição dos despedimentos e por um Governo que tome medidas socialistas.
Estas são as bases do acordo que une os 185 candidatos do POUS e de outras correntes políticas e partidárias em candidaturas comuns às eleições para a Assembleia da República.



Reatar com o 25 de Abril é defender a perspectiva da União livre e solidária das nações soberanas da Europa

A cada geração e a cada povo cabe a oportunidade de usufruir de tudo o que de positivo lhe foi legado, de o partilhar, de o defender e preservar, acrescentando-lhe o que estiver ao seu alcance para o deixar às gerações vindouras, assegurando assim a continuidade da vida e da civilização.

Nos contributos do povo português para esta evolução positiva da Humanidade destacamos, como uma marca indelével da nossa História recente, a revolução do 25 de Abril de 1974, a qual não só derrubou a ditadura em Portugal – abrindo as portas da liberdade, do desenvolvimento e da cultura – como acelerou a queda de outras ditaduras no resto do mundo, e nos ligou aos outros povos da Europa, através dos direitos democráticos e sociais que conquistámos.

A revolução de Abril perspectivou a possibilidade da sua generalização a toda a Europa, acelerando a queda de “muros” e ditaduras burocráticas, abrindo caminho a processos de aprofundamento e generalização da democracia, bem como de cooperação entre todos os povos, de Portugal aos Urais. Era a perspectiva da construção de uma Europa dos trabalhadores e da democracia.

Várias circunstâncias impediram que o desenvolvimento dos acontecimentos se encaminhasse no sentido da concretização desta perspectiva. Em vez disso, foram reforçadas as instituições da CEE (actual União Europeia), constituindo – através de diversos tratados – a trama refinada das políticas de um capitalismo agonizante, que o sistema pretende impor a todos os povos da Europa.

As consequências para o povo português – bem como para os outros povos cujos governos se subordinam à política e às instituições da União Europeia – estão à vista de toda a gente: em vez de uma união livre dos povos e nações da Europa, assente no desenvolvimento das forças produtivas, no aperfeiçoamento e generalização dos serviços públicos, na melhoria dos direitos e garantias das populações, estamos confrontados com o desemprego, a precariedade, a “flexigurança” (com horários de trabalho que excedem as 60 horas semanais), a ofensiva contra a Segurança Social, a Escola Pública e o Serviço Nacional de Saúde.

Por isso, o POUS, tal como a IVª Internacional de que é a secção portuguesa, defendem que a realização de Portugal como uma nação livre e independente está também ligada às acções da classe trabalhadora dos outros países, que põem na ordem do dia a necessidade da socialização dos grandes meios de produção e a gestão democrática de todos os recursos, para serem garantidos os postos de trabalho e os direitos já conseguidos.

O POUS considera que este é o caminho que conduzirá a políticas de cooperação solidária entre os povos.



Garantir os postos de trabalho, proibir os despedimentos e a precariedade, parar com as falências e as deslocalizações das empresas

O POUS não esconde as suas posições, mas não as impõe como condição para se unir com todas as outras forças políticas, que estejam dispostas a agir para que seja posto termo à destruição da classe trabalhadora, cuja consequência é a destruição do nosso país.

Seja qual for o conceito que se tenha sobre a organização de um país, para manter a Segurança Social e os outros serviços públicos é necessário que a sociedade se desenvolva, que seja produzida riqueza e o seu aparelho produtivo evolua.

Não pode haver desenvolvimento com mais de 600 mil trabalhadores no desemprego e o Banco de Portugal a dizer que, no final de 2010, haverá mais 200 mil desempregados.

Não pode haver desenvolvimento com dezenas e dezenas de milhar de jovens condenados a terem que emigrar para poder sobreviver, e com muitos outros a terem que aceitar um trabalho em condições ultra precárias.

Nestas condições, não pode haver estabilidade familiar nem crescimento demográfico.

Está em causa a existência de Portugal como nação independente, livre e soberana.

É preciso dizer basta!

É preciso um Governo que tome as medidas necessárias para que os despedimentos sejam proibidos.

Um Governo que deite mão a todos os sectores estratégicos do nosso país – da Banca às telecomunicações, da energia aos transportes – assegurando assim a manutenção da produção e o seu escoamento.

Um Governo que se apoie nas competências e na capacidade dos trabalhadores – a funcionarem no quadro da democracia e da transparência – para assegurar a constituição de redes locais e regionais de produção e consumo, as quais permitirão o desenvolvimento de todo o tecido produtivo, em particular das pequenas e médias empresas.

E com esta base nacional, um tal Governo saberá encontrar as formas de troca e cooperação solidária com outros povos e governos, avançando assim, em termos práticos, na construção das bases de uma união livre de nações soberanas (nomeadamente em relação à Europa).

Um Governo que – ao agir deste modo – terá seguramente todo o apoio dos trabalhadores e das suas organizações, para tomar as medidas reivindicadas nas suas gigantescas manifestações nestes últimos anos, em particular:

A revogação do Código do Trabalho (cujas bases foram lançadas pelo governo de Durão Barroso);
O restabelecimento do vínculo ao Estado de todos os trabalhadores da Função Pública;
O restabelecimento da democracia nas escolas e de um estatuto de carreira dos professores proporcionando-lhes as condições de dignificação pessoal e profissional indispensáveis à necessária reconstrução da Escola Pública.


PS, PCP e BE devem pôr-se de acordo para a constituição de um Governo que responda às necessidades do nosso país

Aquilo que os candidatos das listas do POUS defendem está contido nas mobilizações que foram desenvolvidas, pelos trabalhadores e pelas populações – ao longo dos últimos quatro anos e meio de governo de José Sócrates, o qual procurou levar à prática o programa de Durão Barroso, rejeitado pelo povo português nas últimas eleições legislativas.

No quadro da campanha para as eleições ao Parlamento Europeu, nos encontros entre membros da lista do POUS / Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia (RUE) e vários dirigentes de Comissões de trabalhadores e de sindicatos, ficou expresso o seu acordo com a proposta política de proibição dos despedimentos.

A seguir a essas eleições, numa reunião com dirigentes do Bloco de Esquerda, estes disseram-nos que defendiam apenas a proibição dos despedimentos nas empresas que dão lucros. Mas o BE adianta, no seu Programa eleitoral para a Assembleia da República, um conjunto de medidas positivas, nomeadamente, a suspensão do processo das privatizações e uma resposta positiva às legítimas exigências dos professores.

Pelo seu lado, a direcção do PCP – que considerou “louvável a campanha política pela proibição dos despedimentos” – declara ser necessário romper com a política do governo de Sócrates e dos governos anteriores, para fazer sair Portugal da crise em que se encontra, avançando, em simultâneo, um conjunto de medidas para que possam ser defendidas as empresas portuguesas (em particular as pequenas, médias e micro empresas, que garantem o emprego de mais de 90% dos trabalhadores).

A lista de candidatos do POUS não pode deixar de felicitar-se com estas posições, tal como com as posições de militantes e responsáveis do PS que se pronunciaram pela correcção dos aspectos mais gravosos do Código laboral, ou apoiaram a luta dos professores.

Mas não chega defender propostas justas. O que a população trabalhadora espera é que estes partidos – que recebem o voto da maioria da classe trabalhadora – se reúnam para formar o Governo que leve essas propostas à prática.

Não é então essencial apelar a este encontro, em vez de se ficar apenas pela denúncia do governo de Sócrates, colocando como facto consumado a divisão entre o PS e outros partidos que se reclamam da defesa dos interesses dos trabalhadores?

Este é o imperativo democrático que está colocado aos dirigentes do PS, do PCP e do BE.



Criar as condições para a formação do Governo necessário ao país

Todas as forças políticas que se reclamam da defesa dos interesses dos trabalhadores reconhecem que existem, na Constituição da República, as bases necessárias e suficientes para a formação de um Governo que respeite os direitos dos trabalhadores e das populações. Estas bases, referentes a todas as áreas da vida do país – da Segurança Social, à Escola pública ou à Saúde – representam uma parte das conquistas da revolução de Abril, consignadas pelo voto maioritário dos deputados constituintes do PS e do PCP.

Foi um governo onde participavam dirigentes do PS e do PCP que nacionalizou os grandes sectores da economia nacional.

Se nessa época foram possíveis os acordos que nos deixaram tão importante legado, porque não há-de ser possível agora estabelecer acordos de convergência entre os eleitos pelo PS e os eleitos pelo BE e PCP, para responder positivamente às aspirações e necessidades dos trabalhadores e do país?

A lista de candidatos do POUS apresenta-se a estas eleições para contribuir, sobretudo, para a criação das condições democráticas que permitam aos trabalhadores impor a formação de um Governo saído da convergência dos partidos maioritários que se reclamam da defesa dos seus interesses, para responder às necessidades imperiosas do nosso país.

É com esta preocupação que os candidatos do POUS irão continuar a sua intervenção junto dos trabalhadores e das suas organizações, para que seja realizada uma Conferência Nacional pela proibição dos despedimentos.

O sentido do voto dos trabalhadores

Determinados a trabalhar para criar as condições para a unidade dos partidos que se reclamam da defesa dos trabalhadores, os candidatos do POUS consideram positivo que os trabalhadores se mobilizem e votem massivamente nestes partidos com o objectivo de derrotar a direita. Para que seja assegurada na Assembleia da República – órgão máximo da soberania nacional – uma larga maioria de deputados capazes de formar um Governo que ponha em prática as leis necessárias ao nosso país.

Particularmente, cada voto nas candidaturas do POUS será um voto no reforço da organização que tem como compromisso, com os trabalhadores, dar continuidade à batalha política para um Governo que proíba os despedimentos e tome as medidas necessárias e urgentes para a salvação do nosso país.

Cada deputado do POUS não será “mais um deputado”, mas uma voz na Assembleia da República, constituída em ponto de apoio fundamental para esta mobilização unida dos trabalhadores com as suas organizações!


Já vamos ouvindo vozes do lado do PS e do BE para que esta União se faça. Seria uma vitória para o povo Português. Nesta campanha ouvimos ao F Louçã e ao J Sousa ideias que nunca pensamos possíveis. Acreditamos no sentido cidadão de fazer política, temos que estar juntos para defender e dar esperança ao povo Português.

POUS Legislativas 2009

EQUÍVOCOS/ 19 SETEMBRO



O meu post foi mal interpretado. O Slogan que foi aprovado em Leiria foi vota “à esquerda ou direita ou à esquerda, mas não votes PS”.

A Direita é um mundo e a Esquerda também, mas dizerem que eu ao falar na direita só me refiro à extrema-direita é abusivo. Para mim a direita começa no PSD/PPD e neste Barroso que está mascarado de Sócrates. No PS haverá muitos militantes que não gostam do líder tal como eu.
Ao Ricardo Silva, de quem sou amiga, mas não sei a cor partidária, enquanto a minha é pública, acredito no seu voluntarismo e capacidade de luta e vontade de unir determinações.
Os outros líderes dos movimentos não me conhecem nem eu os conheço, a não ser de um sinal nas manifestações.
É cedo para falar, mas os professores podem ter dado um presente a Sócrates. Espero que não!
Com todo o respeito por quem acreditou que esta manifestação teria algum impacto para o nosso lado.
Desejo estar enganada.

Nota: Gostava que não envolvessem sócios, gente séria e ímpar, dando-lhes títulos que não têm, com dirigentes, delegados, etc, porque dito por alguém que diz conhecer o SPGL profundamente revela nem conhecer o resultado das eleições.

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

PORQUE NÃO VOU À MANIFESTAÇÃO DE 19 DE SETEMBRO


PORQUE NÃO VOU À MANIFESTAÇÃO DE 19 DE SETEMBRO



Sou Dirigente do SPGL e nada tenho contra que movimentos espontâneos e organizados de professores se manifestem. Penso que são salutares e vigorantes do movimento associativo e solidário.
Já estive em várias manifestações como a de 15 de Novembro, mas a esta não vou.
Não vou porque a estamos próximos de um acto eleitoral para as legislativas e a FENPROF pediu a todos os partidos o seu programa para a Educação e estão publicados.

Não me manifesto contra nem a favor de promessas!
Esta manifestação tem um “slogan” , Vota em qualquer partido menos PS.
Nunca poderia estar de acordo com esta posição.
Sabemos que alguns líderes dos movimentos são pró PSD/PPD.
Esta é uma opinião minha e desligada da minha actividade sindical. Nunca iria a uma a uma manifestação para promover a Manuela Ferreira Leite: que nos fez muito mais mal que Sócrates (estes é um aprendiz ao lado dela, eu detesto Sócrates, é um continuador das políticas de Barroso).
Nem promover outros partidos de extrema-direita e outros parecidos com os do Centro (PNR, PPM, PEV, MMS, etc.)

Não é preciso indicar o sentido o sentido de voto aos docentes, pois são inteligentes e sentiram na pele a humilhação deste governo, mas indicarem-lhes um poço ainda mais fundo. NÃO!
AVIVEM AS MEMÓRIAS!
Nota: Um promenor pouco importante ou não: vão para 3 locais?

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

A JORNA




A Jorna" é a curta-metragem que o Bloco apresenta nos tempos de antena desta campanha eleitoral. Trata-se duma adaptação do filme de de Jonathan Browning, "The Job"

sábado, 12 de Setembro de 2009

Com Jeitinho Conseguiram!









































É Preciso não esquecer
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