domingo, 8 de Novembro de 2009
segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
OUTRA VEZ SANTANA CASTILHO
Por Santana Castilho*
Com Isabel Alçada e este pano de fundo, espera-nos uma aventura de curvas à direita e contra-curvas à esquerda
Aqui me têm como sou, dizendo aos que têm a generosidade de me ler o que me vai na alma. Não sou hipócrita nem cultivo falsos respeitos. Se vejo claro o que aí vem, por que insípida postura me iria escudar em convenientes benefícios de dúvida? Qual benefício para quem afirmou, com sorriso de leste a oeste, à espera dos aplausos da plateia, dar o seu "inteiro apoio à política educativa que tem vindo a ser seguida" e considerar "que é importante a prossecução e aprofundamento do trabalho que tem vindo a ser realizado"?
Esta é a segunda referência escrita que faço à actual ministra da Educação. A anterior já me valeu três mimos: inconveniente, radical e extremista. Assim seja. Sou inconveniente para os dissimulados e radical para os que se especializaram em protelar. Aceito o extremismo. Mas mais extremistas que eu são os que atacaram extremamente os professores, a escola pública e o ensino sério. E esses vão continuar, enquanto não se lhes responder de forma extremamente resoluta.
De Isabel Alçada conheciam-se meia centena de livros de fantasias para crianças. Mas nenhuma ideia expressa sobre Educação, para adulto ler. Hoje já temos três discursos políticos, bem recentes, e um quadro de comunicação não verbal, que só escapa aos incautos. Tudo visto, são discursos que revelaram uma organização de ideias confrangedora, recheados dos clichés repetidos ad nauseam durante os últimos quatro anos, medíocres do ponto de vista da semântica e da construção frásica, onde os erros de concordância surpreendem.
Ficou-lhe mal elogiar tanto o seu Plano Nacional de Leitura. Esse e o da Matemática. Os planos nacionais são expedientes a que se recorre quando as primeiras instâncias falham e não se sabe corrigir o que está mal. Custam muito dinheiro, jogado em cima do que já existe para obter os mesmos resultados. No caso da leitura, o plano sucedeu a anos a menosprezar o ensino do Português, a substituir os clássicos por panfletos de cordel e a tornar a gramática para crianças numa charada de linguistas. No que toca à Matemática, entregou-se a concepção e a execução do plano aos que tinham sido apontados como responsáveis pela situação que o mesmo se propunha corrigir. Sem mais! Esta é a sinopse do verdadeiro contexto de elogios ocos.
Ficou-lhe mal dizer que o Magalhães e o plano tecnológico nos tinham colocado na primeira linha do desenvolvimento. São tiques de deslumbramento terceiro-mundista, sem credibilidade, que minam o desejável recato de qualquer começo. Ficou-lhe mal a alusão encomiástica às novas oportunidades e ao ensino profissional. Os professores sabem que, descontadas poucas situações de funcionamento sério, uma e outra iniciativa são farsas e manipulações grosseiras das pessoas e das instituições. Ficou-lhe muito mal a protecção que deu à clausura das crianças na escola, de sol a sol, e a cobertura que não regateou à moderna escravização administrativa dos docentes. Foi-lhe desfavorável a versão, inverosímil, segundo a qual o convite e a aceitação surgiram momentos após a sua declaração pública em contrário e escassas horas antes do anúncio oficial. Aceitaram os que acreditam no Pai Natal. Numa palavra, fez o suficiente para que nenhum professor prudente acredite nela. Para início e em tão pouco tempo, pior seria difícil.
Não espanta que Isabel Alçada seja ministra sem anteriormente ter sentido necessidade de dizer o que pensa do sistema educativo. Sócrates pensará por ela. Lurdes Rodrigues já pensou por ela. Aliás, no fim da cerimónia de remodelação governamental, a agora ex-ministra foi profética quando sublinhou, repetidas vezes, com o cinismo que a caracteriza, a sua muita confiança no novo Governo. Os mais atentos sabem que tem razão, porque Isabel Alçada não tem identidade política. Melosa e sorridente, foi alistada para continuar a contar histórias, agora aos professores. Da política tratará Sócrates, Silva Pereira, Santos Silva e Francisco Assis.
Fala-se muito no poder da Assembleia da República para corrigir os erros de política educativa da anterior legislatura. Mas desvaloriza-se, nessa fé, a circunstância de Sócrates não os reconhecer. Desvaloriza-se, nessa compreensível ânsia de sacudir um jugo de quatro anos, que uma coisa é a cavalgada fácil do descontentamento generalizado, para colher votos, outra é entender a importância estratégica da Educação. Como tal, a realidade mostra que os partidos, todos os partidos, a ignoram.
Imediatamente após ter sido indigitado primeiro-ministro, Sócrates assumiu, para espanto dos sensatos, que tanto lhe dava uma coligação com o PSD, como com o PCP, CDS ou BE. Revelou assim, sem delongas, a ideologia do PS que lidera e a manhosice que porá na navegação táctica que se segue. Na peugada, aliás, recordo-o para os de memória curta, de Soares e Guterres: o primeiro meteu rapidamente o socialismo na gaveta, para governar com o CDS; o segundo trocou sem rebuços a coerência política por umas fatias de queijo Limiano.
Com este pano de fundo, espera-nos uma aventura de curvas à direita e contra-curvas à esquerda. No primeiro cruzamento, podemos ser surpreendidos por um paradoxo: para suspender tacticamente um modelo de desempenho que já não existe, reforçaremos estrategicamente um poder que se instala sob a nossa ingenuidade. Não me entendem? Estejam atentos aos próximos capítulos!
terça-feira, 20 de Outubro de 2009
Quem é o Caim?
No sítio pessoal na Internet, o vice-presidente do Partido Popular Europeu (PPE), Mário David, eleito pelo PSD, escreveu: “Há uns anos, fez a ameaça de renunciar à cidadania portuguesa. Na altura, pensei quão ignóbil era esta atitude. Hoje, peço-lhe que a concretize... E depressa!”
“Tenho vergonha de o ter como compatriota! Ou julga que, a coberto da liberdade de expressão, se lhe aceitam todas as imbecilidades e impropérios?”, questiona o eurodeputado.
No sábado, José Saramago lançou o novo livro, “Caim”, e considerou a Bíblia “um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”.
Na sequência destas afirmações, reagiram vários representantes da Igreja Católica e da comunidade judaica em Portugal, criticando Saramago e acusando-o de estar a fazer um golpe publicitário para promover o livro.
“Se a outorga do Prémio Nobel o deslumbrou, não lhe confere a autoridade para vilipendiar povos e confissões religiosas, valores que certamente desconhece mas que definem as pessoas de bom carácter”, escreve ainda Mário David na Internet.
Contactado pela agência Lusa, o eurodeputado disse que as afirmações “são pessoais e não representam o partido” porque foi eleito. “Não estou interessado em entrar em polémica”, afiançou, acrescentando que também não quer “contribuir para dar publicidade ao livro”.
Questionado se já leu “Caim”, ironizou: “Não li, nem vou ler. Ou é obrigatório?”.
“Esta posição é pessoal e vincula-me só a mim. Nem sequer sou católico praticante, mas tenho o direito à indignação”, justificou, acrescentando que se sentiu “violentado” pelas declarações do Nobel da Literatura sobre a Bíblia, que, na sua opinião, são “atentatórias da consciência e sentimentos dos outros”.O eurodeputado social-democrata Mário David exortou hoje o escritor José Saramago a renunciar à cidadania portuguesa por se sentir “envergonhado” com as recentes declarações do Nobel da Literatura sobre a Bíblia.
segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
sábado, 10 de Outubro de 2009
Obama Ganhou o Prémio Nobel da Paz

Público
Comparar Obama com Mandela é ofensivo e é preciso não esquecer que SarKozy estava no mesmo pacote dos indigitados para este prémio na altura das candidaturas.
Como dira Saramago no seu melhor: "Perdoai-lhes Senhor que eles não sabem o que fazem, e o futuro a Deus pertence"!
quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
Reflexão Pós Eleitoral//Compromisso à Esquerda

Em tempo de Eleições e Reflexão, publico a Carta de demissão do PCP de Domingos Lopes.
"Ao cabo de quarenta anos de militância no partido, chegou a hora de dizer, neste momento, adeus."
Camaradas: Ao cabo de quarenta anos de militância no partido, chegou a hora de dizer, neste momento, adeus.
(Tirada da Internet)
quarta-feira, 7 de Outubro de 2009
Pela Blogosfera

sábado, 3 de Outubro de 2009
quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
Compromisso de esquerda
Proposta de compromisso à esquerda circula na internet
Circula por correio electrónico uma proposta de abaixo-assinado, que pretende recolher apoios para compromisso entre os partidos de esquerda. PS-BE-CDU
Pode assinar o manifesto aqui
quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
PS, CDU e BE devem procurar “solução de Governo”

PS, CDU e BE devem procurar "solução de
Governo"
30.09.2009 - 20h18 Maria José Oliveira
O Povo Português agradecia
segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Grande analista político analisa a vitória de Sócrates.
http://www.ionline.pt/itv/18398-exclusivo-i-especialista-analisa-discurso-vitoria-socrates
sábado, 26 de Setembro de 2009
Nós queremos a Mudança

Quando Paulo Portas e Manuela Ferreira Leite vêm prometer aos professores a alteração do seu estatuto profissional, não sejamos ingénuos. Foram eles que fizeram o Código do Trabalho, que Sócrates refinou o com a “flexigurança” da União Europeia, que destruiu os contratos colectivos de trabalho e acentuou a precariedade dos trabalhadores e os ataques às suas organizações sindicais.As pessoas querem a mudança!
É por isso que o desejo de mudança exige que, a seguir a estas eleições, os partidos de esquerda conjuguem esforços para responder aos problemas dos trabalhadores e às necessidades do nosso país.
Dizem-nos que isto é impossível. Mas tudo vai depender da nossa vontade, da vontade do conjunto dos trabalhadores.
Eu, como dirigente do maior sindicato dos professores, o SPGL, estou convicta que aquilo nós professores começámos a fazer, numa unidade completa, indica o caminho que é necessário prosseguir.
Como candidata do POUS continuarei a agir para que a unidade dos professores com os seus sindicatos se estenda a todos os outros sectores, criando assim condições para um Governo de unidade de esquerda.
Por que é preciso reforçar a organização que luta para concretizar este objectivo é fundamental o voto no POUS.
sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
Ligação Directa //Retribuição
domingo, 20 de Setembro de 2009
Manifesto Eleitoral POUS / Legislativas 2009

Combater pela defesa da soberania da Assembleia da República, cuja concretização passa pela constituição de uma larga maioria de deputados eleitos pelos partidos que se reclamam da defesa dos trabalhadores que se oponha, de forma unida, à política de destruição de Portugal levada a cabo pela União Europeia.
Defender a constituição de um Governo saído do acordo entre estes partidos – PS, PCP, BE – para proibir os despedimentos e unir os trabalhadores de todos os sectores, em torno de um projecto político de reconstrução do nosso país.
Agir para que se criem as condições que levem à realização deste objectivo, participando na organização de uma Conferência pela proibição dos despedimentos e por um Governo que tome medidas socialistas.
Estas são as bases do acordo que une os 185 candidatos do POUS e de outras correntes políticas e partidárias em candidaturas comuns às eleições para a Assembleia da República.
Reatar com o 25 de Abril é defender a perspectiva da União livre e solidária das nações soberanas da Europa
A cada geração e a cada povo cabe a oportunidade de usufruir de tudo o que de positivo lhe foi legado, de o partilhar, de o defender e preservar, acrescentando-lhe o que estiver ao seu alcance para o deixar às gerações vindouras, assegurando assim a continuidade da vida e da civilização.
Nos contributos do povo português para esta evolução positiva da Humanidade destacamos, como uma marca indelével da nossa História recente, a revolução do 25 de Abril de 1974, a qual não só derrubou a ditadura em Portugal – abrindo as portas da liberdade, do desenvolvimento e da cultura – como acelerou a queda de outras ditaduras no resto do mundo, e nos ligou aos outros povos da Europa, através dos direitos democráticos e sociais que conquistámos.
A revolução de Abril perspectivou a possibilidade da sua generalização a toda a Europa, acelerando a queda de “muros” e ditaduras burocráticas, abrindo caminho a processos de aprofundamento e generalização da democracia, bem como de cooperação entre todos os povos, de Portugal aos Urais. Era a perspectiva da construção de uma Europa dos trabalhadores e da democracia.
Várias circunstâncias impediram que o desenvolvimento dos acontecimentos se encaminhasse no sentido da concretização desta perspectiva. Em vez disso, foram reforçadas as instituições da CEE (actual União Europeia), constituindo – através de diversos tratados – a trama refinada das políticas de um capitalismo agonizante, que o sistema pretende impor a todos os povos da Europa.
As consequências para o povo português – bem como para os outros povos cujos governos se subordinam à política e às instituições da União Europeia – estão à vista de toda a gente: em vez de uma união livre dos povos e nações da Europa, assente no desenvolvimento das forças produtivas, no aperfeiçoamento e generalização dos serviços públicos, na melhoria dos direitos e garantias das populações, estamos confrontados com o desemprego, a precariedade, a “flexigurança” (com horários de trabalho que excedem as 60 horas semanais), a ofensiva contra a Segurança Social, a Escola Pública e o Serviço Nacional de Saúde.
Por isso, o POUS, tal como a IVª Internacional de que é a secção portuguesa, defendem que a realização de Portugal como uma nação livre e independente está também ligada às acções da classe trabalhadora dos outros países, que põem na ordem do dia a necessidade da socialização dos grandes meios de produção e a gestão democrática de todos os recursos, para serem garantidos os postos de trabalho e os direitos já conseguidos.
O POUS considera que este é o caminho que conduzirá a políticas de cooperação solidária entre os povos.
Garantir os postos de trabalho, proibir os despedimentos e a precariedade, parar com as falências e as deslocalizações das empresas
O POUS não esconde as suas posições, mas não as impõe como condição para se unir com todas as outras forças políticas, que estejam dispostas a agir para que seja posto termo à destruição da classe trabalhadora, cuja consequência é a destruição do nosso país.
Seja qual for o conceito que se tenha sobre a organização de um país, para manter a Segurança Social e os outros serviços públicos é necessário que a sociedade se desenvolva, que seja produzida riqueza e o seu aparelho produtivo evolua.
Não pode haver desenvolvimento com mais de 600 mil trabalhadores no desemprego e o Banco de Portugal a dizer que, no final de 2010, haverá mais 200 mil desempregados.
Não pode haver desenvolvimento com dezenas e dezenas de milhar de jovens condenados a terem que emigrar para poder sobreviver, e com muitos outros a terem que aceitar um trabalho em condições ultra precárias.
Nestas condições, não pode haver estabilidade familiar nem crescimento demográfico.
Está em causa a existência de Portugal como nação independente, livre e soberana.
É preciso dizer basta!
É preciso um Governo que tome as medidas necessárias para que os despedimentos sejam proibidos.
Um Governo que deite mão a todos os sectores estratégicos do nosso país – da Banca às telecomunicações, da energia aos transportes – assegurando assim a manutenção da produção e o seu escoamento.
Um Governo que se apoie nas competências e na capacidade dos trabalhadores – a funcionarem no quadro da democracia e da transparência – para assegurar a constituição de redes locais e regionais de produção e consumo, as quais permitirão o desenvolvimento de todo o tecido produtivo, em particular das pequenas e médias empresas.
E com esta base nacional, um tal Governo saberá encontrar as formas de troca e cooperação solidária com outros povos e governos, avançando assim, em termos práticos, na construção das bases de uma união livre de nações soberanas (nomeadamente em relação à Europa).
Um Governo que – ao agir deste modo – terá seguramente todo o apoio dos trabalhadores e das suas organizações, para tomar as medidas reivindicadas nas suas gigantescas manifestações nestes últimos anos, em particular:
A revogação do Código do Trabalho (cujas bases foram lançadas pelo governo de Durão Barroso);
O restabelecimento do vínculo ao Estado de todos os trabalhadores da Função Pública;
O restabelecimento da democracia nas escolas e de um estatuto de carreira dos professores proporcionando-lhes as condições de dignificação pessoal e profissional indispensáveis à necessária reconstrução da Escola Pública.
PS, PCP e BE devem pôr-se de acordo para a constituição de um Governo que responda às necessidades do nosso país
Aquilo que os candidatos das listas do POUS defendem está contido nas mobilizações que foram desenvolvidas, pelos trabalhadores e pelas populações – ao longo dos últimos quatro anos e meio de governo de José Sócrates, o qual procurou levar à prática o programa de Durão Barroso, rejeitado pelo povo português nas últimas eleições legislativas.
No quadro da campanha para as eleições ao Parlamento Europeu, nos encontros entre membros da lista do POUS / Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia (RUE) e vários dirigentes de Comissões de trabalhadores e de sindicatos, ficou expresso o seu acordo com a proposta política de proibição dos despedimentos.
A seguir a essas eleições, numa reunião com dirigentes do Bloco de Esquerda, estes disseram-nos que defendiam apenas a proibição dos despedimentos nas empresas que dão lucros. Mas o BE adianta, no seu Programa eleitoral para a Assembleia da República, um conjunto de medidas positivas, nomeadamente, a suspensão do processo das privatizações e uma resposta positiva às legítimas exigências dos professores.
Pelo seu lado, a direcção do PCP – que considerou “louvável a campanha política pela proibição dos despedimentos” – declara ser necessário romper com a política do governo de Sócrates e dos governos anteriores, para fazer sair Portugal da crise em que se encontra, avançando, em simultâneo, um conjunto de medidas para que possam ser defendidas as empresas portuguesas (em particular as pequenas, médias e micro empresas, que garantem o emprego de mais de 90% dos trabalhadores).
A lista de candidatos do POUS não pode deixar de felicitar-se com estas posições, tal como com as posições de militantes e responsáveis do PS que se pronunciaram pela correcção dos aspectos mais gravosos do Código laboral, ou apoiaram a luta dos professores.
Mas não chega defender propostas justas. O que a população trabalhadora espera é que estes partidos – que recebem o voto da maioria da classe trabalhadora – se reúnam para formar o Governo que leve essas propostas à prática.
Não é então essencial apelar a este encontro, em vez de se ficar apenas pela denúncia do governo de Sócrates, colocando como facto consumado a divisão entre o PS e outros partidos que se reclamam da defesa dos interesses dos trabalhadores?
Este é o imperativo democrático que está colocado aos dirigentes do PS, do PCP e do BE.
Criar as condições para a formação do Governo necessário ao país
Todas as forças políticas que se reclamam da defesa dos interesses dos trabalhadores reconhecem que existem, na Constituição da República, as bases necessárias e suficientes para a formação de um Governo que respeite os direitos dos trabalhadores e das populações. Estas bases, referentes a todas as áreas da vida do país – da Segurança Social, à Escola pública ou à Saúde – representam uma parte das conquistas da revolução de Abril, consignadas pelo voto maioritário dos deputados constituintes do PS e do PCP.
Foi um governo onde participavam dirigentes do PS e do PCP que nacionalizou os grandes sectores da economia nacional.
Se nessa época foram possíveis os acordos que nos deixaram tão importante legado, porque não há-de ser possível agora estabelecer acordos de convergência entre os eleitos pelo PS e os eleitos pelo BE e PCP, para responder positivamente às aspirações e necessidades dos trabalhadores e do país?
A lista de candidatos do POUS apresenta-se a estas eleições para contribuir, sobretudo, para a criação das condições democráticas que permitam aos trabalhadores impor a formação de um Governo saído da convergência dos partidos maioritários que se reclamam da defesa dos seus interesses, para responder às necessidades imperiosas do nosso país.
É com esta preocupação que os candidatos do POUS irão continuar a sua intervenção junto dos trabalhadores e das suas organizações, para que seja realizada uma Conferência Nacional pela proibição dos despedimentos.
O sentido do voto dos trabalhadores
Determinados a trabalhar para criar as condições para a unidade dos partidos que se reclamam da defesa dos trabalhadores, os candidatos do POUS consideram positivo que os trabalhadores se mobilizem e votem massivamente nestes partidos com o objectivo de derrotar a direita. Para que seja assegurada na Assembleia da República – órgão máximo da soberania nacional – uma larga maioria de deputados capazes de formar um Governo que ponha em prática as leis necessárias ao nosso país.
Particularmente, cada voto nas candidaturas do POUS será um voto no reforço da organização que tem como compromisso, com os trabalhadores, dar continuidade à batalha política para um Governo que proíba os despedimentos e tome as medidas necessárias e urgentes para a salvação do nosso país.
Cada deputado do POUS não será “mais um deputado”, mas uma voz na Assembleia da República, constituída em ponto de apoio fundamental para esta mobilização unida dos trabalhadores com as suas organizações!
Já vamos ouvindo vozes do lado do PS e do BE para que esta União se faça. Seria uma vitória para o povo Português. Nesta campanha ouvimos ao F Louçã e ao J Sousa ideias que nunca pensamos possíveis. Acreditamos no sentido cidadão de fazer política, temos que estar juntos para defender e dar esperança ao povo Português.
EQUÍVOCOS/ 19 SETEMBRO

O meu post foi mal interpretado. O Slogan que foi aprovado em Leiria foi vota “à esquerda ou direita ou à esquerda, mas não votes PS”.
A Direita é um mundo e a Esquerda também, mas dizerem que eu ao falar na direita só me refiro à extrema-direita é abusivo. Para mim a direita começa no PSD/PPD e neste Barroso que está mascarado de Sócrates. No PS haverá muitos militantes que não gostam do líder tal como eu.
Os outros líderes dos movimentos não me conhecem nem eu os conheço, a não ser de um sinal nas manifestações.
Com todo o respeito por quem acreditou que esta manifestação teria algum impacto para o nosso lado.
Nota: Gostava que não envolvessem sócios, gente séria e ímpar, dando-lhes títulos que não têm, com dirigentes, delegados, etc, porque dito por alguém que diz conhecer o SPGL profundamente revela nem conhecer o resultado das eleições.
sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
PORQUE NÃO VOU À MANIFESTAÇÃO DE 19 DE SETEMBRO

Sou Dirigente do SPGL e nada tenho contra que movimentos espontâneos e organizados de professores se manifestem. Penso que são salutares e vigorantes do movimento associativo e solidário.
Não vou porque a estamos próximos de um acto eleitoral para as legislativas e a FENPROF pediu a todos os partidos o seu programa para a Educação e estão publicados.
Não me manifesto contra nem a favor de promessas!
Nunca poderia estar de acordo com esta posição.
Não é preciso indicar o sentido o sentido de voto aos docentes, pois são inteligentes e sentiram na pele a humilhação deste governo, mas indicarem-lhes um poço ainda mais fundo. NÃO!
quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
A JORNA
A Jorna" é a curta-metragem que o Bloco apresenta nos tempos de antena desta campanha eleitoral. Trata-se duma adaptação do filme de de Jonathan Browning, "The Job"






